A Unilever adotou biometano na fábrica de Aguaí (SP), considerada a maior unidade de produção de desodorantes da América Latina. A mudança faz parte da estratégia de descarbonização da companhia e deve evitar a emissão de mais de 700 toneladas de CO₂ por ano.
Com a adesão da unidade, a multinacional chega a seis operações totalmente descarbonizadas no Brasil. A fábrica de Aguaí é a quinta da empresa no país a funcionar integralmente com biometano e a sexta a eliminar as emissões de sua produção.
Biometano substitui fonte fóssil
O fornecimento do combustível renovável será feito por meio de um contrato que prevê 1.125 metros cúbicos de biometano por dia. A fonte passa a integrar a operação industrial da unidade como parte da substituição de combustíveis fósseis.
O biometano utilizado pela Unilever é fornecido pela Edge, a partir da produção da Onebio, considerada a maior planta de purificação de biometano do Brasil. Localizada em Paulínia (SP), a unidade recebeu investimento de R$ 450 milhões e pode produzir até 225 mil metros cúbicos por dia a partir de resíduos de aterro sanitário.
A escolha do combustível também conecta a redução das emissões industriais ao aproveitamento energético de resíduos. Em vez de permanecerem sem utilização, os gases gerados no aterro passam por purificação e são transformados em uma fonte de energia para atividades industriais.
Parceria já havia começado em 2025
O acordo de Aguaí é a segunda parceria entre a Unilever e a Edge. O primeiro contrato foi firmado em 2025 para abastecer a unidade da companhia em Valinhos, também no estado de São Paulo. A expansão do uso do biometano acompanha a estratégia global da Unilever de reduzir as emissões de suas operações. No Brasil, a companhia vem adotando diferentes soluções para substituir fontes de energia mais intensivas em carbono e avançar na transição para uma operação de menor impacto ambiental.
A meta da empresa é chegar a 2030 com neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2, que abrangem as emissões diretas das operações e aquelas associadas à energia adquirida.
Transição energética ganha escala
A mudança na fábrica de Aguaí ocorre em um momento em que empresas brasileiras ampliam o uso de combustíveis renováveis para reduzir emissões sem interromper operações industriais.
No caso da Unilever, a estratégia combina a substituição de fontes de energia com a expansão gradual de soluções de menor impacto. Com a nova unidade, a companhia amplia a parcela de sua produção brasileira que já opera sem emissões associadas ao uso de combustíveis fósseis.
O movimento também mostra como o biometano vem ganhando espaço na descarbonização da indústria, especialmente em operações que precisam de fornecimento contínuo de energia e buscam alternativas aos combustíveis convencionais. Para a Unilever, a adoção na maior fábrica de desodorantes da América Latina representa mais uma etapa da estratégia de redução de emissões e amplia o número de unidades brasileiras que já utilizam fontes renováveis em sua operação.
Fonte: Business Moment



