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Tratamento de efluentes líquidos é um dos grandes desafios enfrentados pelo setor industrial

O tratamento das indústrias varia de acordo com o agente poluente e a quantidade dos contaminantes, para que possam retornar ao meio ambiente sem risco

 

efluentes

Imagem Ilustrativa

 

No Brasil, o tratamento de efluentes industriais faz parte da rotina do setor industrial com pauta fixa de elaboração de projetos por pessoas responsáveis por gestão de resíduos, segundo Ministério do Meio Ambiente e o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). De acordo com os órgãos, o tratamento de efluentes industriais serve para o reaproveitamento da água, contribuindo não apenas com a sustentabilidade como, também, para a preservação dos solos e das águas. O setor industrial é o maior demandador de água, e essa demanda fica em torno de 23%, com apenas 8% destinados a recursos humanos.

Os efluentes são todos os produtos líquidos ou gasosos que são gerados por ações humanas (indústrias, esgotos e redes pluviais) e liberados no meio ambiente. Quando é descartado sem o tratamento devido, causam incontáveis danos ambientais como, por exemplo, poluição do ar, efeito estufa e inversão térmica, informa Sammuel Freitas Dias, graduado em Engenharia Ambiental e pós-graduado em Gestão, Auditoria e Perícia Ambiental pela Faculdade de Tecnologia e Ciências.

Efluentes industriais e domésticos

O engenheiro ambiental menciona que os efluentes são categorizados em dois tipos: industriais e domésticos. E diz que o processo de tratamento consiste em administrar os resíduos gerados, que são classificados em biológico físico ou químico, conforme a origem dos poluentes envolvidos e das operações necessárias para o procedimento.

“O tratamento de efluentes industriais varia de acordo com o agente poluente e a quantidade dos contaminantes, para que possam retornar ao meio ambiente sem risco de sair contaminando a natureza. Os mesmos devem passar por um importante e indispensável processo de limpeza, e este procedimento é feito nas Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs)”, explica Sammuel, com mais de 6 anos de experiência na área ambiental, também como palestrante de temas variados com ênfase em educação ambiental e recuperação de áreas degradadas.


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Conforme o gestor ambiental, é relevante ressaltar a importância da sustentabilidade na área industrial. Esta área tem como principais objetivos elaborar planos e programas para um desenvolvimento sustentável nos respectivos setores de atuação. Dias também avisa que de acordo com a legislação ambiental, as indústrias são responsáveis pelo tratamento da água e de seus efluentes, e quando deixam de cumprir com os requisitos legais, podem sofrer severas sanções que vão desde multas altas até a paralisação da atividade.

Legislação

Segundo o CONAMA, a estação de tratamento de efluentes deve seguir rigorosamente as regras definidas pela Resolução nº 357, do próprio órgão, o qual possibilita que os resíduos tratados voltem à natureza após o tratamento. O Código das Águas (Decreto nº 24.643/34) foi o primeiro a abordar sobre o tratamento dos efluentes, sendo atualizado pela legislação da Lei das Águas (Lei nº 9.433/97), a qual definiu os padrões de qualidade das águas que receberão os efluentes tratados.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, nº 12.305/10, também contribui para o avanço no tratamento de efluentes na gestão dos resíduos, e aumenta a consciência das empresas quanto ao impacto no meio ambiente. Dados da empresa Natura mostram que cerca de 64% da água utilizada na indústria é transformada em efluentes, que necessitam de um devido tratamento.

“Tudo isso engloba da mineração ao setor de sustentabilidade, e é caracterizado pelos seguintes seguimentos: atendimento as demandas externas da sociedade, políticas governamentais e participação em fóruns governamentais de políticas ambientais. O tratamento dos efluentes industriais anda junto com a sustentabilidade, começando a partir da elaboração de estudos, projetos e ações de capacitação e fomento”, conclui Sammuel Dias, com vasta experiência nas áreas de engenharia ambiental, especialista em NR-12 e LOTO, consultoria, gestão integrada, controle ambiental e licenças ambientais.

Fonte: Terra.


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