Casos deste ano já estão em quatro distritos da capital, de acordo com secretaria municipal.
Em 2026, a cidade de São Paulo registrou casos de sarampo em quatro distritos: Vila Maria (2 casos) e Vila Medeiros (5), na zona norte; além de Capão Redondo (1) e Jabaquara (1), na zona sul.
Dois permanecem em investigação quanto ao local de residência. As informações são da Secretaria Municipal da Saúde. Do total, seis ocorreram em mulheres e cinco em homens, com idades entre cinco me e 53 anos.
A maioria envolve bebês menores de um ano, que ainda não possuíam indicação para vacinação conforme o calendário vigente. Outros d casos ocorreram em crianças de um ano.
Dos adultos acometidos pela doença, apenas um tinha o esquema vacinal completo, dois não eram vacinados e um havia recebido apena uma dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).
Os dois primeiros casos, com início dos sintomas em fevereiro e março, foram classificados como importados – um da Bolívia e outro da Guatemala.
Os demais casos, identificados entre junho e julho, apresentaram o genótipo D8, compatível com a linhagem atualmente predominante na Américas.
Segundo a Secretaria da Saúde, as investigações epidemiológicas continuam. A pasta afirma que mantém de forma permanente as açõe intensificação da vacinação com a tríplice viral, conforme as diretrizes do PNI (Programa Nacional de Imunizações) e as estratégias de vigilância epidemiológica.
“Independentemente do deslocamento para o Hemisfério Norte, os casos estão acontecendo em pessoas não vacinadas. O caso que tev viagem ao exterior é importado. A partir do momento que esse caso passa para uma pessoa que não viajou, é um caso secundário, que já autóctone. O sarampo é uma das doenças infecciosas com maior taxa de transmissão secundária”, explica a médica.
A doença é de transmissão respiratória. Segundo Thaís Guimarães, uma pessoa é capaz de transmitir para outras nove. As partículas vira infectantes permanecem em suspensão, em aerossóis.
“O vírus fica na orofaringe da pessoa doente. Tosse, coriza e conjuntivite são sinais frequentes do sarampo. Quando a pessoa tosse, expe esses aerossóis que contêm o vírus do sarampo que ficam no ar. Quem está no mesmo ambiente desse paciente, se não for vacinado po contaminar”, alerta.
Sarampo se espalha pela cidade de São Paulo
Em novembro de 2024, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) recertificou o Brasil pela eliminação de sarampo, rubéola e síndr da rubéola congênita. Foi a segunda vez que o Brasil recebeu o certificado pela erradicação da doença. Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação do sarampo.
No entanto, o país perdeu esse status em 2018 devido a fatores como o fluxo migratório de países vizinhos, a reintrodução do vírus no território nacional e a ocorrência de novos surtos.
A certificação poderá ser perdida novamente após um ano de transmissão sustentada da doença. A maneira mais eficaz de impedir o aum dos casos de sarampo é a vacinação.
“Voltamos a ter sarampo por conta da baixa cobertura vacinal. É claro que há outras medidas para impedir a transmissão, como, por exem isolar o paciente durante a fase contagiosa. Mas o sarampo pode ser transmissível antes mesmo de aparecerem as manchinhas vermelh então a pessoa está transmitindo sem ter os sinais da doença ainda. Só a vacinação é capaz de conter a disseminação”, reforça.
A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo recomenda a aplicação da dose zero da tríplice viral para bebês que tenham entre 6 meses meses e 29 dias e residam em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, no ABC.
Por fim, em Guarulhos, a recomendação se deve à proximidade com São Paulo e ao fluxo diário de deslocamentos para a capital e para o aeropo prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou dois casos de pessoas que tiveram contato com um infectado na capital. Os perfis dos pacientes não foram informados.
Fonte: Folha



