NOTÍCIAS

Brasil regulamenta mercado de hidrogênio de baixa emissão com novas exigências

Brasil regulamenta mercado de hidrogênio de baixa emissão com novas exigências

Decreto estabelece regras para certificação, benefícios fiscais, conteúdo nacional e investimentos em sustentabilidade e inovação.

A regulamentação do marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono estabeleceu novas regras para o desenvolvimento do setor no Brasil.

O decreto detalha a Política Nacional do Hidrogênio e define o funcionamento do Sistema Brasileiro de Certificação do Hidrogênio (SBCH2), do Regime Especial de Incentivos para a Produção de Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (Rehidro) e do Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC).

As normas estabelecem que o acesso aos mecanismos de apoio deverá estar relacionado ao cumprimento de critérios ambientais, tecnológicos, industriais e econômicos. A concessão dos benefícios também considera a implantação e a operação efetiva dos empreendimentos.

Entre as medidas previstas está a utilização de incentivos fiscais condicionados ao cumprimento das exigências estabelecidas para cada projeto. No Rehidro, empresas habilitadas poderão contar com a suspensão de PIS/Pasep e Cofins sobre determinados bens e serviços utilizados nos empreendimentos.

A suspensão, porém, poderá ser transformada em alíquota zero somente após a comprovação das condições previstas na regulamentação. Entre os requisitos estão a certificação do hidrogênio como produto de baixa emissão de carbono e o cumprimento de contrapartidas relacionadas à sustentabilidade, ao conteúdo nacional e à pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Caso as exigências não sejam atendidas, os tributos que tiveram a cobrança suspensa deverão ser recolhidos, acrescidos dos encargos previstos na legislação.

A regulamentação também criou obrigações relacionadas à aplicação de recursos em iniciativas ligadas à transição energética. Empresas habilitadas ou co-habilitadas no Rehidro deverão destinar pelo menos 1% do investimento total do empreendimento a projetos de desenvolvimento sustentável realizados no país.

Entre as áreas que poderão receber esses recursos estão iniciativas de acesso à energia e combate à pobreza energética em comunidades impactadas pelos empreendimentos, segurança hídrica, recuperação de áreas de recarga de aquíferos, reflorestamento, recuperação de áreas degradadas, cidades e comunidades sustentáveis e soluções baseadas na natureza.

Também poderão ser contemplados projetos voltados à redução das emissões em setores industriais considerados de difícil descarbonização.

Outra exigência prevista é a aplicação de, no mínimo, 1% do investimento total em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Os recursos poderão financiar parcerias com Instituições de Ciência e Tecnologia, infraestrutura de pesquisa, desenvolvimento de aplicações e formação de profissionais.

Percentuais de conteúdo nacional

O decreto ainda estabelece critérios para a participação de bens e serviços produzidos no Brasil nos empreendimentos beneficiados.

Para sistemas de produção de hidrogênio por eletrólise e seus eletrolisadores, o percentual mínimo de utilização de bens e serviços nacionais é de 15%. Para outras rotas de produção de hidrogênio de baixa emissão, a exigência chega a 40%.

Já para materiais e equipamentos destinados a sistemas de distribuição e transporte, além de determinados serviços, o percentual pode alcançar 60%.

A regulamentação prevê exceções quando o empreendimento comprovar que não existe produto ou serviço equivalente produzido no país ou que a oferta nacional é insuficiente para atender à demanda do projeto.

Fonte: Agro2


ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

CATEGORIAS

Confira abaixo os principais artigos da semana

Abastecimento de Água

Análise de Água

Aquecimento global

Bacias Hidrográficas

Biochemie

Biocombustíveis

Bioenergia

Bioquímica

Caldeira

Desmineralização e Dessalinização

Dessalinização

Drenagem Urbana

E-book

Energia

Energias Renováveis

Equipamentos

Hidrografia / Hidrologia

Legislação

Material Hidráulico e Sistemas de Recalque

Meio Ambiente

Membranas Filtrantes

Metodologias de Análises

Microplásticos

Mineração

Mudanças climáticas

Osmose Reversa

Outros

Papel e Celulose

Peneiramento

Projeto e Consultoria

Reciclagem

Recursos Hídricos

Resíduos Industriais

Resíduos Sólidos

Reúso de Água

Reúso de Efluentes

Saneamento

Sustentabilidade

Tecnologia

Tratamento de Água

Tratamento de Águas Residuais Tratamento de águas residuais

Tratamento de Chorume

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Esgoto

Tratamento de lixiviado

Zeólitas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS