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Tratamento de esgoto é ampliado nas bacias PCJ

Publicado em 17/07/2019 às 10:47:57

Índice saltou de 66% para 77% desde 2013 nas Bacias PCJ

rios

ALÍVIO AOS MANACIAIS | Confluência dos rios Jaguari e Atibaia, nascente do Piracicaba – Tomas May | Ares-PCJ | Divulgação

Os investimentos das prefeituras da região no tratamento do esgoto urbano estão contribuindo para melhorar a qualidade dos rios nos últimos seis anos. É o que aponta o “Relatório de Qualidade das Águas Interiores no Estado de São Paulo”, publicado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

O estudo, que avaliou os investimentos feitos desde 2013, aponta que o volume de esgoto tratado só nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), subiu 11 pontos percentuais no período (de 66% para 77%). Na região, há várias ações bem-sucedidas. Nova Odessa já trata todo o esgoto que produz, e conta até com usina de compostagem para transformar, em adubo, o lodo resultante do processo de tratamento (leia texto abaixo e veja nos quadros um panorama das principais cidades da região).

Qualidade

Os investimentos fizeram com que o chamado Índice de Qualidade das Águas (IQA), apontado no relatório, se mantivesse classificado nas condições ótima, boa ou regular em 85% dos pontos monitorados. O percentual de tratamento de esgotos domésticos manteve-se no patamar acima de 60% –em 77% nas Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), foi ampliado de 66% em 2013 para 77%.

Atualmente 76 municípios estão na área de abrangência das Bacias PCJ, sendo 71 no Estado de São Paulo e 5 no Estado de Minas Gerais. As Bacias PCJ garantem o abastecimento de água para mais de 5,7 milhões de habitantes de sua região de atuação e cerca de 9 milhões de habitantes da Região Metropolitana de São Paulo. Mas, claro, a conscientização ambiental é um processo complicado, e todo o Interior ainda precisa avançar demais no aprimoramento dos procedimentos para a coleta e o tratamento dos efluentes urbanos.

A qualidade da água precisa ser ainda melhor. Entre os anos de 2017 e 2018, para se ter uma ideia, o IQA não avançou. A falta de oxigênio e a contaminação dos corpos d’água por substâncias tóxicas ainda causam mortalidades de peixes. E as Bacias PCJ – ao lado das bacias do Alto e do Médio Tietê – concentram 41% das ocorrências. São regiões superurbanizadas.

Mesmo na RMC, com a ampliação significativa do tratamento de esgoto, ainda há cursos d’água considerados de péssima qualidade (Quilombo, Tatu, Três Barras, Tijuco Preto). Na conclusão do relatório, a Cetesb orienta os municípios a não suspenderem os investimentos no setor, ampliando a redes de coleta e buscando maior eficiência das ETEs. Além disso, concluem os técnicos, ações integradas de prevenção e controle da poluição são fundamentais para que se possa evitar a degradação de corpos hídricos.

Americana prioriza a Balsa/Gruta

A Prefeitura de Americana informa que investiu R$ 32 milhões no sistema de esgotamento sanitário Balsa/Gruta, composto por ETE, estações elevatórias e conjunto de coletores. A Administração também concluiu em março a reforma do trecho do coletor de esgoto Bandeirantes, na margem esquerda do Ribeirão Quilombo, onde foram investidos R$ 680 mil. No ano de 2018, houve investimentos na modernização de elevatórias e redes coletoras. Em dois anos, a cidade estará tratando 70% do esgoto que produz.

Nova Odessa é referência no segmento

Entre os anos de 2013 e 2018, período-base do relatório da Cetesb, Nova Odessa investiu recursos da ordem de R$ 50,1 milhões nos sistemas de água e esgoto. A cidade já trata 100% do esgoto coletado. A ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Quilombo foi adequada para tratar os resíduos produzidos por 90 mil pessoas. Hoje, Nova Odessa tem cerca de 56 mil habitantes.

Ou seja, a cidade está preparara para quando tiver uma população ainda maior. Foram implantados 20,5 mil metros de redes de coleta nos bairros Recanto Ceci, Campo Belo, Chácaras Central, Vale dos Lírios, Recanto Solar, Parque dos Pinheiros, Bosque dos Eucaliptos, além do Coletor Tronco Central. Nova Odessa também coloca em operação uma usina que vai produzir adubo orgânico a partir da compostagem do lodo gerado durante o processo de tratamento de esgoto.

SB avança com Toledos II

Santa Bárbara d’Oeste, com a entrega da ETE Toledos II, passa a tratar 80% do esgoto. Com a conclusão da ETE Barrocão, prevista para 2020, a cidade terá condição de tratar 100% dos resíduos. No momento, 60% dos serviços na ETE estão concluídos. Também foram concluídas as obras de ampliação da Toledos I e da Elevatória de Esgoto Conceição, que asseguram o atendimento de demandas futuras. Já foram investidos quase R$ 70 milhões, graças a parcerias com os governos federal e estadual.

Fonte: Todo dia.


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