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Sequenciamento genético para preservação ambiental

Além de ser considerado a maior área alagável contínua do planeta, o Pantanal brasileiro abriga mais de mil espécies em sua fauna, sendo duas delas nativas da própria região e cerca duas mil espécies em sua flora, algumas delas com potencial medicinal

 

pantanal

Imagem Ilustrativa

 

Periodicamente, a região sofre com a incidência de incêndios e os últimos ocorridos em 2020 destruíram 26% da área, o equivalente a 26 vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

Para apoiar o desenvolvimento de estratégias de preservação do bioma, o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil – SENAI CETIQT participará do projeto “Consórcio multisetorial para o Pantanal: sequenciar para preservar”, uma iniciativa em parceria com acadêmicos, ONG’s e empresas privadas para a realização de projeto de geração de dados genômicos visando mapeamento da biodiversidade do Pantanal, possibilitando a comparação genética das áreas que sofreram com incêndios e áreas não queimadas. O projeto tem duração prevista de 12 meses.

“A equipe da plataforma de Biotecnologia do SENAI CETIQT vai somar forças à frente de sequenciamento do consórcio, através da disponibilização do seu portfólio de sequenciadores de nova geração e da expertise em biologia molecular e bioinformática de seus pesquisadores”, afirma Aline Dumaresq, Coordenadora da área de Biotecnologia do SENAI CETIQT.


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Preservação ambiental aliado a biodiversidade

Os dados genéticos obtidos (eDNA) serão utilizados para criar modelos de predição de distribuição de espécies, com objetivo de entender melhor a presença e movimentação destes animais no território, auxiliando assim a tomada de decisões para o aumento da preservação ambiental e da biodiversidade. Através dos resultados das coletas em áreas queimadas, o consórcio terá uma estimativa de quantos animais e quais grupos foram afetados por causa dos incêndios e com estas informações, será possível desenhar também futuras ações de repovoamento da fauna.

Alberto Dávila, pesquisador e coordenador do projeto, explica que essa é uma metodologia de estudo inédita no Pantanal e que o mapeamento da biodiversidade com o uso de sequenciamento genômico facilitará a coleta de informações.

“Existem espécies com número baixo de indivíduos, que quase não aparecem e, por isso, são pouco estudados, mas que podem merecer mais atenção dos programas de conservação para que não desapareçam do Pantanal. Quando descemos a nível microscópico, começamos a mapear e identificar espécies raras ou espécies que podem só existir naquela região. Ao levantar essas informações podemos propor um planejamento de políticas públicas mais eficiente”.

Fonte: SENAI CETIQT.


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