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Projeto Sucuriú maior fábrica de celulose do mundo em construção

Projeto Sucuriú: maior fábrica de celulose do mundo em construção

Obra em Inocência entra na fase mais crítica e dobra quantidade de trabalhadores

Arauco avança para a montagem eletromecânica e projeta pico de 14 mil pessoas no canteiro

Com 70% das obras civis sob responsabilidade da Valmet concluídas, o Projeto Sucuriú da chilena Arauco, em Inocência, entrou na fase considerada mais crítica da construção. A mudança de etapa vem acompanhada de um salto na mão de obra: o número de trabalhadores deve dobrar, passando de 4 mil para 8 mil apenas nas frentes ligadas à montagem industrial, enquanto o canteiro já reúne mais de 11 mil pessoas e pode chegar a 14 mil ao longo de 2026.

A obra agora deixa para trás a fase pesada de concreto e entra na montagem eletromecânica, etapa em que são instalados equipamentos, tubulações, válvulas e sistemas que vão, de fato, colocar a fábrica para funcionar. É justamente esse momento que costuma concentrar os maiores desafios em projetos desse porte, por exigir integração de sistemas e precisão na execução.

A unidade, que já nasce com escala inédita, deve se tornar a maior fábrica de celulose do mundo construída em etapa única, com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas por ano. O investimento chega a US$ 4,6 bilhões, cerca de R$ 23 bilhões, e a previsão de início das operações segue para o segundo semestre de 2027.

Um dos equipamentos mais simbólicos, o balão de vapor, veio da China com 300 toneladas e mais de 30 metros de comprimento. Já a caldeira de recuperação, peça central da operação, acumula mais de 3 mil toneladas de aço e utiliza tecnologia capaz de gerar energia a partir de biomassa e resíduos do próprio processo.

Estruturas como os digestores devem ultrapassar 60 metros de altura, o equivalente a um prédio de cerca de 20 andares. Na área de secagem, o galpão cobre aproximadamente 30 mil metros quadrados e abriga milhares de equipamentos responsáveis pela etapa final da produção.

A escala também aparece na logística. Só o transporte de equipamentos da área de secagem deve exigir centenas de carretas. Dentro da planta, guindastes e pontes rolantes movimentam estruturas que chegam a dezenas de toneladas.

No setor de madeira, a fábrica terá capacidade para processar até 3 mil metros cúbicos de cavacos por hora, com um sistema altamente automatizado. O controle da operação será feito por um sistema digital que deve processar cerca de 60 mil sinais simultaneamente, colocando o projeto entre os mais avançados do setor.

Depois de pronta, a unidade deve empregar cerca de 6 mil pessoas de forma direta nos setores industriais, florestais e de logística.

Fonte: Campo Grande News


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