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Gestão hídrica integrada ganha espaço na indústria diante da pressão por eficiência Engeper Ambiental

Gestão hídrica integrada ganha espaço na indústria diante da pressão por eficiência | Engeper Ambiental

A Engeper Ambiental e Perfurações, empresa brasileira especializada em soluções para perfuração, monitoramento, tratamento e gestão hídrica, tem ampliado sua atuação em projetos integrados voltados a empresas dos setores industrial, alimentício, farmacêutico, químico, agronegócio e saneamento.

O modelo substitui estruturas fragmentadas por operações centralizadas que unem perfuração, monitoramento, tratamento, manutenção e reúso hídrico em uma única estratégia operacional, com foco em redução de desperdícios, aumento da eficiência e maior previsibilidade operacional. A demanda cresce em meio à pressão sobre recursos hídricos e ao avanço das exigências ambientais e produtivas.

Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), no relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2025, divulgado em março de 2026, o país enfrenta desafios crescentes relacionados à segurança hídrica e à gestão eficiente da água, reforçando a necessidade de modernização da infraestrutura hídrica nacional.

Para responder a esse cenário, a Engeper vem incorporando tecnologias de automação, telemetria e tratamento avançado capazes de reduzir etapas operacionais, perdas e custos de manutenção. Entre os avanços recentes da companhia está a evolução de sua tecnologia de Eletrodiálise Reversa (EDR), desenvolvida ao longo de três anos de pesquisa com investimento superior a R$ 2,4 milhões. A nova geração da solução passou a registrar eficiência 280% superior à anterior, concentrando em uma única etapa processos antes realizados em três estágios.

Na prática, o avanço permite reduzir estruturas físicas, diminuir consumo energético, simplificar operações e ampliar a durabilidade dos sistemas, especialmente em aplicações industriais e municipais que dependem de água subterrânea com alta concentração de sais. A tecnologia já está em operação piloto em municípios do Mato Grosso do Sul e foi projetada para operar de forma modular, com capacidade entre 3 m³/h e 300 m³/h.

Segundo Lorena Zapata, diretora de Novos Negócios e Sustentabilidade da Engeper, a integração entre monitoramento contínuo e tecnologias mais eficientes vem transformando a gestão hídrica em um fator estratégico para competitividade e continuidade operacional.

“Quando o tratamento exige múltiplas etapas, o custo de implantação aumenta e a operação se torna mais complexa. Ao elevar a eficiência por estágio e integrar monitoramento em tempo real, conseguimos simplificar sistemas, reduzir perdas operacionais e ampliar a viabilidade técnica e econômica do tratamento hídrico”, afirma a executiva, certificada em Sustentabilidade pela Cambridge University.

O avanço da digitalização também acelera a adoção desse modelo. Tecnologias de telemetria, automação e monitoramento remoto já permitem acompanhar continuamente consumo, qualidade da água, desempenho de poços e eficiência operacional dos sistemas. Dados recentes reforçam a necessidade desse controle. Segundo o Estudo de Perdas de Água 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, o Brasil perdeu 40,31% da água tratada produzida no país, o equivalente a 5,8 bilhões de metros cúbicos desperdiçados em um ano. O levantamento, publicado em novembro de 2025 com base em dados oficiais do Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SINISA), mostra que o índice segue acima da meta nacional de 25% definida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Além da redução de perdas, a integração entre captação, tratamento, monitoramento e reúso hídrico fortalece rastreabilidade de dados, compliance ambiental e previsibilidade operacional. “A gestão hídrica passa por um processo semelhante ao que já aconteceu em outras áreas industriais: operações isoladas começam a ser substituídas por estruturas centralizadas, inteligentes e conectadas. Isso aumenta a vida útil dos sistemas, reduz custos de manutenção e melhora a capacidade de planejamento das empresas diante de cenários climáticos cada vez mais instáveis”, destaca Lorena.

A discussão também avança dentro das agendas ESG e adaptação climática. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em conteúdo atualizado para a agenda industrial de 2025, a segurança hídrica já é considerada um fator estratégico para continuidade operacional da indústria brasileira, especialmente em regiões com desequilíbrio entre disponibilidade de água e concentração populacional. O cenário amplia a busca por soluções integradas de gestão hídrica, automação e reúso como forma de aumentar eficiência, reduzir riscos operacionais e garantir maior estabilidade produtiva nos próximos anos.

Fonte: Engeper Ambiental


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