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ANA e IBGE lançam inéditas bases de dados hidrográficos do Brasil

As novas bases apresentam recortes mais precisos e detalhados das bacias hidrográficas e da Divisão Hidrográfica Nacional

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Imagem ilustrativa

Na sexta-feira, 24 de setembro, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançam a base de dados geográficos das Bacias Hidrográficas do Brasil (BHB250) e a base da Divisão Hidrográfica Nacional (DHN250). Ambas contêm recortes hidrográficos do Brasil compatíveis com a escala 1:250.000, que é mais precisa que as escalas utilizadas até então para a divisão de bacias e mais detalhada que a Divisão Hidrográfica Nacional. Acesse aqui ambas as bases.

Com a BHB250 e a DHN250, a ANA e o IBGE passam a ter uma base comum de recortes hidrográficos que vai integrar o Quadro Geográfico de Referência para Produção, Análise e Disseminação de Estatísticas do IBGE, além de facilitar o intercâmbio de dados e informações sobre recursos hídricos e outros temas ambientais e socioeconômicos.

Com as duas novas bases de dados, pesquisadores, estudantes e interessados no tema terão à disposição uma referência sobre delimitação de bacias hidrográficas e sobre a Divisão Hidrográfica Nacional para fins estatísticos e geográficos, podendo manipular os dados em sistemas de informações. Os produtos das bases de dados divulgadas abrangem dados geográficos em formato vetorial, mapas e relatórios metodológicos.

No caso da inédita BHB250, é possível visualizar a delimitação das principais bacias hidrográficas do Brasil em cinco níveis. A base também contém uma série de informações calculadas para as 5.354 bacias, considerando todos os níveis da base de dados, o que pode subsidiar estudos de aspectos hidrológicos e ambientais das bacias.


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Entre as principais informações disponibilizadas por bacia da BHB250, está a estimativa da população residente nas bacias, a disponibilidade de água nelas existente e as estimativas de uso dos recursos hídricos para diferentes setores econômicos. Com isso, será possível considerar os dados para o aperfeiçoamento da gestão e do planejamento de recursos hídricos do País, assim como para a sistematização de estatísticas e indicadores com foco nas bacias.

Nesse trabalho de produção da BHB250, as bacias hidrográficas foram consideradas como sendo as áreas da superfície terrestre delimitadas por divisores de águas que captam e escoam rios e córregos, além das águas provenientes de precipitação para um exutório, único ponto de saída, localizado em um ponto mais baixo do relevo. Para ser produzida, a BHB250 partiu da Base Hidrográfica Ottocodificada (BHO) em escala 1:250.000, produzida pela ANA, que utiliza a metodologia desenvolvida pelo brasileiro Otto Pfafstetter para codificação e delimitação das bacias em diferentes níveis.

Já a base DHN250 considera, além dos limites naturais do relevo, fatores como a ocupação do território e os limites adotados na gestão dos recursos hídricos, detalhando a Divisão Hidrográfica Nacional já estabelecida pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) em 2003. Nesse sentido, propõe dois níveis adicionais dessa divisão: as mesorregiões e as microrregiões hidrográficas. Nesse trabalho, foram determinados os limites espaciais, nomes, códigos e geocódigos desses novos níveis; que também passam a integrar o Quadro Geográfico de Referência para Produção, Análise e Disseminação de Estatísticas do IBGE.

A base de detalhamento da DHN250 abrange as 12 regiões hidrográficas (ou macrorregiões) que compõem a Divisão Hidrográfica Nacional determinada pelo CNRH para orientar o planejamento e gerenciamento das águas do Brasil. Também inclui as 54 mesorregiões e 302 microrregiões hidrográficas. O Relatório Metodológico nº 48, divulgado pelo IBGE, detalha as bases de dados e os métodos empregados para sua elaboração.

Fonte: Gov.br/ana


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