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Alta concentração de manganês em água de barragem provoca suspensão de abastecimento na Zona da Mata em PE

Publicado em 13/05/2021 às 09:44:49

Segundo Compesa, problema ocorreu reservatório de Goitá, em Paudalho. Moradores do distrito de Guadalajara estão sem fornecimento convencional. Doutora em engenharia química alertou para riscos

 

agua

Imagem Ilustrativa

 

Por causa da alta concentração de manganês na água da Barragem de Goitá, em Paudalho, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, o abastecimento foi suspenso para o distrito de Guadalajara. O serviço, segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), não tem data para ser normalizado.

A decisão foi tomada pela empresa na terça (11). Os técnicos constaram que o nível do metal na água estava acima do permitido.

O índice aceitável, disse a empresa, é de 0,4 miligrama por litro. Por meio de nota, a companhia disse que foi constatada uma taxa de 5 miligramas por litro.

A suspensão temporária no abastecimento atingiu 1.300 pessoas, de acordo com a Compesa. Enquanto o serviço estiver proibido, essas pessoas serão abastecidas por carros-pipa.

Ainda segundo a companhia, a concentração de manganês na água do reservatório tem relação “com as chuvas dos últimos dias registradas na região”.

Na nota, a empresa informou que “a situação compromete o tratamento e distribuição da água na estação de Guadalajara”.

Diante do problema, a Compesa disse que “intensificou o monitoramento da água do reservatório e reforçou o processo de tratamento na estação”.

Também disse que, depois desses procedimentos, constatou que foi “reduzido significativamente” o teor do elemento químico.

“O monitoramento continua até que seja possível retomar o abastecimento com toda segurança e dentro dos critérios estabelecidos para a população”, disse a empresa.


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Avaliação

De acordo com a doutora e em engenharia química Silvana Calado, professora do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o manganês é um elemento químico que pode ser encontrado na natureza.

Ela explicou que a presença de uma alta concentração do metal na água da barragem pode ter relação com as chuvas. “A gente percebe quando a água está barrenta, com o tom de marrom”, afirmou.

A doutora disse, ainda, que a empresa tomou a decisão correta ao suspender o abastecimento para o distrito.

“Será necessário fazer um tratamento diferenciado para tirar o manganês. Isso não é feito em estação de tratamento de água”, comentou

A docente disse também que não existe problema para quem toma banho em uma barragem com esse problema. No entanto, alertou para o risco do consumo.

“A ingestão de manganês está associada a problemas neurológicos. Com um processo de acumulação e de ingestão por longo tempo, tem relação com doenças como Parkinson e Alzheimer”, declarou.

Fonte: G1.


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