O governo do Rio Grande do Sul entregou nesta sexta-feira (15) a Licença de Operação para a Águia Fertilizantes S.A., marcando o início do Projeto Fosfato Três Estradas, considerado estratégico para a produção de fertilizantes no Estado e para o agronegócio brasileiro.
Com a licença, a Águia Fertilizantes S.A. está autorizada a iniciar a operação do Projeto Fosfato Três Estradas, que envolve uma unidade industrial no município de Caçapava do Sul e exploração mineral na região de Lavras do Sul.
A cerimônia ocorreu no Palácio Piratini. Além disso, contou com a presença do governador do estado em exercício, Gabriel Souza. Também participaram a secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann. E o presidente da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), Renato Chagas.
Além dessas autoridades, o evento reuniu representantes estaduais. Bem como integrantes da empresa.
A produção inicial deve atingir até 150 mil toneladas de fertilizantes fosfatados por ano. Além disso, a expectativa é alcançar cerca de 70 mil toneladas já em 2026.
Em uma segunda fase, prevista para 2027, a empresa planeja expandir a operação. Para isso, prevê a implantação de um novo complexo industrial junto à mina de Três Estradas. Dessa forma, ampliará a capacidade total para até 300 mil toneladas anuais.
Durante o evento, o governador em exercício destacou o impacto estratégico do projeto para a economia estadual.
“O Rio Grande do Sul possui riquezas naturais importantes e uma das principais delas é o fosfato, insumo essencial para o setor primário e para o agronegócio. Esse investimento representa um avanço para que o Estado comece a produzir aqui um produto estratégico, reduzindo a dependência de importações, os custos para os produtores e os impactos de um cenário geopolítico internacional cada vez mais complexo”, afirmou Gabriel Souza.
A secretária de Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, afirmou que o processo de licenciamento foi conduzido com rigor técnico e equilíbrio entre desenvolvimento e sustentabilidade.
“A entrega desta licença demonstra que é possível compatibilizar desenvolvimento econômico, geração de empregos e responsabilidade ambiental. O trabalho técnico realizado ao longo do processo garantiu segurança ambiental ao empreendimento e previsibilidade para os investimentos, fortalecendo a produção regional e o agronegócio gaúcho”, disse.
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Já o presidente da Fepam, Renato Chagas, ressaltou o amadurecimento técnico do projeto ao longo do licenciamento.
“Esse amadurecimento foi fundamental para que chegássemos a um projeto robusto sob todos os aspectos ambientais, operacionais e de controle”, afirmou.
Segundo dados da empresa, desde 2011 já foram investidos cerca de R$ 230 milhões em pesquisas minerais, estudos ambientais, infraestrutura de mina e adequação industrial. Atualmente, o empreendimento gera cerca de 80 empregos diretos, número que deve chegar a 110 com o início da operação da mina e pode ultrapassar 150 postos de trabalho com a expansão da fábrica.
O gerente-geral da companhia, Diego Boeira, afirmou que o projeto reúne segurança técnica e viabilidade operacional. “Ao longo do processo, realizamos estudos complementares que fortaleceram o licenciamento e deram ainda mais segurança técnica e jurídica ao projeto. Hoje temos a convicção de que construímos um empreendimento sólido, dentro da legislação e com responsabilidade ambiental”, disse.
A iniciativa é vista pelo governo estadual como um passo para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados, especialmente em um contexto de instabilidade no mercado global de insumos agrícolas.
Fonte: CNN Brasil



