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Estudo explora relação das águas subterrâneas e saneamento básico

O Instituto Trata Brasil, em parceria com o Centro de Pesquisa de Águas Subterrâneas da Universidade de São Paulo (Cepas-USP), acaba de lançar o estudo “A Revolução das águas subterrâneas no Brasil: Importância do recurso e os riscos pela falta de saneamento básico”

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Segundo o professor Ricardo Hirata, coordenador do estudo, em entrevista à CBN, 52% dos municípios brasileiros, sobretudo os mais vulneráveis socialmente, são abastecidos parcialmente ou totalmente por águas subterrâneas. Ele destaca que um dos grandes resultados da análise é de que o recurso é abundante. “Tudo retirado de águas de poços e nascentes seria suficiente para abastecer toda a população brasileira”, afirmou.

Ao mesmo tempo em que mostra o grande potencial dessas águas, o estudo evidencia também os riscos ao recurso hídrico pelo déficit sanitário ainda preocupante. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS – ano base 2016), no País, cerca de 35 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água tratada, mais de 100 milhões sem coleta de esgotos e somente 44,9% dos esgotos são tratados. Ainda 38% da água potável é perdida nos sistemas de distribuição.

As águas subterrâneas encontram-se sob a superfície terrestre, constituindo os chamados aquíferos. São críticas para a segurança hídrica brasileira e global, já que nos aquíferos do planeta encontram-se 97% das águas doces e líquidas, o que os torna o maior reservatório de água potável da humanidade.

Abastecimento

Essenciais para a vida, essas abastecem cidades e o campo, servem de insumo para diversas atividades econômicas, sustentam os rios, lagos, mangues e pântanos. Sem elas, as florestas em regiões de clima seco ou tropical não se manteriam em pé, tampouco os ambientes aquáticos existiriam ou cumpririam as suas funções.

Para ressaltar a relevância do estudo, Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil, lembra: “Por não serem vistas pelas pessoas, as águas subterrâneas têm sido negligenciadas, mas temos que lembrar que não podemos ficar sem elas. Em regiões de escassez hídrica ou ineficiência no serviço de água tratada, o morador é salvo pela água dos poços. O problema é que a falta de saneamento básico as coloca em risco e pouco temos avançado nessa infraestrutura.”

> Confira o estudo na íntegra clicando aqui.

Fonte: SEESP

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