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Projeto da COMPESA propõe reúso de efluentes tratados para o cultivo de plantas ornamentais

Projeto piloto de reúso será em Garanhuns/PE

 

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Em Garanhuns, também conhecida como a ‘cidade das flores’, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) inicia um projeto de reúso de efluentes gerados pela Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) para a produção de plantas ornamentais e espécies florestais. O trabalho, realizado com o apoio técnico da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), vai avaliar o desenvolvimento das espécies que serão irrigadas com o efluente tratado, além de testar a viabilidade técnica e ambiental de produção vegetal diretamente no solo, sem causar nenhum tipo de impacto ambiental. A ideia é promover a urbanização e paisagismo na unidade operacional utilizando as espécies cultivadas na própria ETE Garanhuns.

De acordo com o diretor de Articulação e Meio Ambiente da Compesa, Aldo dos Santos, o projeto-piloto poderá ser reproduzido em outras unidades da companhia.

“A nossa ideia é desenvolver o paisagismo das unidades operacionais, buscando tornar esses espaços mais agradáveis para os nossos colaboradores e também para a população”, explica o diretor, pontuando que, no momento atual de crise hídrica no estado, que se apresenta ainda mais severa na região Agreste, o projeto traz uma alternativa de economia de água, que seria utilizada na irrigação, por meio do reaproveitamento dos efluentes tratados na ETE.

Foram realizados estudos topográficos e altimétricos da área que abrigará o projeto

Hoje, os efluentes produzidos na ETE Garanhuns, que realiza o tratamento do volume de esgoto produzido por 18 mil pessoas, são transportados e lançados no Rio Canhoto.

“Parte dos nutrientes que as plantas necessitam também está presente nos efluentes tratados, assim é possível reduzir o uso de químicos no cultivo, e também evitar a poluição das águas e do solo. Os efluentes tratados pelas nossas unidades atendem todos os parâmetros exigidos pela legislação brasileira”, informa a engenheira ambiental da Compesa, Luane Lins da Silva.

No último dia 30, foram realizados estudos topográficos e altimétricos da área que abrigará o projeto, bem como a delimitação do terreno – com 500 metros quadrados de área – e a coleta de solo para realização de ensaios físico-químicos e de fertilidade. Todas as análises serão realizadas nos laboratórios de Física do Solo e Fertilidade da UFRPE, campus Recife. Até o final do mês de março, o plantio deve ser iniciado. A Compesa já desenvolve projeto semelhante na ETE Caruaru, que faz o reuso dos efluentes para a produção de espécies florestais e agrícolas.

Fonte: COMPESA