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Privatização da Copasa Equatorial e consórcio com sócios da Aegea apresentam propostas

Privatização da Copasa: Equatorial e consórcio com sócios da Aegea apresentam propostas

O ganhador da privatização será revelado na próxima quarta-feira, 27, quando os envelopes serão abertos

A privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) recebeu duas propostas. A informação foi inicialmente divulgada pelo jornal Valor Econômico e confirmada pela EXAME. A entrega dos envelopes aconteceu nesta segunda-feira, 25.

Segundo pessoas envolvidas no processo, a Equatorial, sócia de referência da Sabesp, e um consórcio formado pela Equipav, pelo fundo soberano de Cingapura (GIC) e pela Itaúsa, com uma participação de 1% da Aegea, vão disputar a estatal.

A Itaúsa e a Aegea já confirmaram a informação por meio de fato relevante divulgado na noite desta segunda.

O ganhador da privatização será revelado na próxima quarta-feira, 27, quando os envelopes serão abertos.

No dia seguinte, na quinta-feira, 28, o processo de bookbuilding será realizado, com a oferta de outros 15% das ações pelo mercado. A etapa terá duração até o dia 1º de junho. No dia 2, a precificação da oferta será fechada.

No último dia 18, a companhia recebeu o sinal verde do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) para lançar a oferta.

Como será a privatização da Copasa?

A modelagem é semelhante à adotada na desestatização da Sabesp, com uma estrutura de corporation, ou seja, sem um controlador definido, mas com a possibilidade de entrada de um investidor estratégico com papel relevante na gestão.

A venda de quase da totalidade da participação estadual na companhia será por meio de uma oferta secundária na bolsa de valores. Hoje, o governo mineiro tem 50,03% da companhia.

O modelo prevê que um investidor estratégico — nacional ou internacional — possa assumir, no mínimo, 30% do capital social da Copasa.

No processo, o governo mineiro poderá manter uma fatia residual de até 5%.

Esse investidor terá a opção de comprar mais ações na oferta e deverá comprovar capacidade financeira e experiência em infraestrutura, não necessariamente no setor de saneamento.

O vencedor ficará submetido a um período de lock-up de 4 anos sobre 100% da participação adquirida, ou seja, não poderá vender suas ações nesse período.

Além disso, 50% da fatia adquirida só poderão ser negociados após 2033 ou após o cumprimento das metas de universalização dos serviços de água e esgoto no estado, o que ocorrer primeiro.

O governo de Minas Gerais também poderá firmar um acordo de acionistas com esse investidor, com previsão de vetos específicos por parte do Estado.

O estatuto social da companhia passará a limitar o poder de voto a 45% para qualquer acionista ou grupo, independentemente da quantidade de ações detidas.

Fonte: exame.


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