NOTÍCIAS

energias éolicas

Petrobras e TotalEnergies contam com primeiro leilão de eólicas offshore em 2024

Leilão de Eólicas offshore

‘O maior desafio que temos hoje é regulatório’, diz Fernanda Scoponi, da Total; projeto de lei necessário para a concorrência passou no Senado e tramita na Câmara

energia éolica

HOUSTON, TX – A Petrobras e a TotalEnergies esperam que o governo federal faça o primeiro leilão de áreas para geração de energia eólica offshore em 2024. A expectativa é compartilhada pelo IBP, que representa as produtoras de petróleo.

“Temos expectativa de um leilão no segundo semestre do ano que vem e estamos nos preparando para isso”, disse Fernanda Scoponi, gerente sênior responsável pelo desenvolvimento de negócios de energia eólica offshore da TotalEnergies no Brasil.

A expectativa foi compartilhada por Fernanda Delgado, diretora executiva corporativa do IBP, que participou com Scoponi durante evento da Câmara de Comércio Brasil-Texas, em Houston, nos Texas (EUA).

E pelo diretor de Transição Energética da Petrobras, Maurício Tolmasquim, em entrevista à epbr. Veja toda a cobertura da OTC 2023.

Regulação é o principal entrave

Para Scoponi, o passo mais importante agora é definir as regras para o mercado. “O maior desafio que temos hoje é regulatório”, disse.

A expectativa da executiva é que o projeto de lei das eólicas offshore seja aprovado ainda este ano.

O projeto de lei 576/2021 foi aprovado no Senado ano passado e agora tramita na Câmara dos Deputados.

De autoria do atual presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, ex-senador pelo Rio Grande do Norte, foi relatado pelo então líder do governo Bolsonaro, Carlos Portinho (PL/RJ).

O governo Bolsonaro chegou a editar, via decreto, as regras para contratação das áreas offshore para instalação dos parques eólicos — e setores do governo passado tinham o desejo de lançar uma primeira licitação em 2022, inclusive com o Ceará entre as áreas prioritárias.

A TotalEnergies tem 9 GW de projetos eólicos offshore em desenvolvimento no Brasil. Também assinou um memorando de entendimentos com a Prumo Logística para estudos que visam a instalação de bases de apoio logístico no Porto Açu, no Rio de Janeiro.


Sem marco legal, investimentos podem ir embora

A ausência de um marco legal para a instalação de parques eólicos offshore tem impedido o avanço de projetos no Brasil, segundo executivos de empresas interessadas no negócio. Eles alertam que a competição por capital é global e o país pode perder oportunidades.

A insegurança se dá pela ausência de lei para concessão do direito de explorar as áreas marítimas.

Discute-se ainda se os projetos estarão sujeitos a cobranças adicionais pela energia gerada nas áreas públicas – uma espécie de royalties destinado à União, estados e municípios –, entre outros pontos.

O marco legal para as eólicas offshore foi pauta do antessala, programa semanal de política energética da agência epbr.

Capital inquieto

“[O capital] é extremamente volátil. É fácil tomar decisões e falar: “na Colômbia, por exemplo, está andando bem mais rápido, vamos colocar então. [Ou] então, vamos jogar ali no Vietnã, que eles também já estão com apetite bem maior e bem mais rápido”, afirma Diogo Nóbrega.

O executivo está à frente dos projetos no Brasil da Copenhagen Infrastructure Partners (CIP) e da Copenhagen Offshore Partners (COP) no Brasil, gestoras de fundos europeus com US$ 20 bilhões sob administração.

“Esses dezenove bilhões [de euros] estão olhando para todos os países”, afirma Nóbrega. No Brasil, a CIP/COP estima aportes de US$ 6 bilhões para o desenvolvimento de quatro parques eólicos em alto mar, com 7 GW.

São parques offshore no Piauí (Palmas do Mar, de 1,4 GW), Rio Grande do Norte (Alísios Potiguares, de 1,8 GW), Rio de Janeiro (Ventos Fluminenses, de 2,8 GW) e Rio Grande do Sul (Ventos Litorâneos, 1,2 GW).

“É um [tipo de] projeto de energia renovável muito intenso em termos de capitais (…) A celeridade é importante por isso, porque a gente precisa ter a lei pronta para que possamos se estruturar financeiramente e, então, iniciar as contratações, e em paralelo o desenvolvimento desses projetos”, pontua Nóbrega.

Gustavo Silva, diretor de operações da Qair Brasil, reforça a necessidade de o Brasil acelerar o ambiente para atração desses investimentos.

“O dinheiro é um bicho inquieto, não gosta de ficar parado (…) Então é muito difícil pedirmos para nossa controladora esperar que as coisas se resolvam, esperar um ano, esperar dois anos”, pontua.

Fonte: epbr


ÚLTIMAS NOTÍCIAS: DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA PODE GERAR PREJUÍZO DE US$ 317 BILHÕES POR ANO, APONTA BANCO MUNDIAL

ÚLTIMAS NOTÍCIAS: REGULAÇÃO NO SANEAMENTO: CONGRESSO DA ABES 2023 DEBATERÁ TEMA COM IMPORTANTES NOMES DO SETOR

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

CATEGORIAS

Confira abaixo os principais artigos da semana

Abastecimento de Água

Análise de Água

Aquecimento global

Bacias Hidrográficas

Biochemie

Biocombustíveis

Bioenergia

Bioquímica

Caldeira

Desmineralização e Dessalinização

Dessalinização

Drenagem Urbana

E-book

Energia

Energias Renováveis

Equipamentos

Hidrografia / Hidrologia

Legislação

Material Hidráulico e Sistemas de Recalque

Meio Ambiente

Membranas Filtrantes

Metodologias de Análises

Microplásticos

Mineração

Mudanças climáticas

Osmose Reversa

Outros

Peneiramento

Projeto e Consultoria

Reciclagem

Recursos Hídricos

Resíduos Industriais

Resíduos Sólidos

Reúso de Água

Reúso de Efluentes

Saneamento

Sustentabilidade

Tecnologia

Tratamento de Água

Tratamento de Águas Residuais Tratamento de águas residuais

Tratamento de Chorume

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Esgoto

Tratamento de lixiviado

Zeólitas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS