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Declaração une líderes internacionais em defesa das águas amazônicas

Documento assinado no Peru faz alerta sobre ameaças à riqueza natural da região e apresenta sete recomendações para combatê-las

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SÃO PAULO – Reunidos em Lima, no Peru, durante a Conferência Internacional de Águas Amazônicas, 12 órgãos de governo e da academia, além de fundações conservacionistas nacionais e internacionais assinaram a inédita Declaração Conjunta para as Águas Amazônicas. O compromisso pretende promover a integridade da bacia amazônica por meio do cumprimento de sete objetivos bem delineados no documento produzido durante o encontro. “Não há como exagerar a importância da Amazônia”, disse Cristián Samper, presidente e CEO da Wildlife Conservation Society, instituição signatária da declaração. “Devemos manter a integridade dessa rede de água doce ampla, dinâmica e interligada, que por sua vez garante o bem estar da vida silvestre e da vida humana.”, afirmou.

Em linhas gerais, a declaração reforça que a região é um repositório natural da biodiversidade do planeta – 10% das espécies da fauna e flora mundiais encontram-se na bacia amazônica – e que ela abriga o maior rio do mundo, responsável por quase 20% de toda água doce lançada nos oceanos. Ela também lembra que a bacia amazônica tem papel fundamental na regulação climática e equilíbrio hídrico do planeta, além de abrigar culturas indígenas milenares. Ela então alerta que tudo isso está sob ameaça da poluição por mercúrio e outros metais pesados e pesticidas, a exploração excessiva de recursos naturais e a introdução de espécies exóticas.

No sentido de enfrentar essas ameaças, o documento faz sete recomendações a serem postas em prática e divulgadas pelos seus signatários, entre os quais estão aSecretaria de Meio Ambiente do Estado do Amazonas, o Ministério de Meio Ambiente do Peru e a Wildlife Conservation Society, entre outros. Conheça as recomendações sugeridas para proteger este que é o mais rico habitat do mundo.

  1. Fortalecer o gerenciamento da pesca em escalas adequadas
  2. Ampliar a estratégia de gerenciamento do ecossistema integrado da bacia hidrográfica
  3. Promover agendas de pesquisa interdisciplinares e interculturais
  4. Compreender melhor os possíveis impactos ambientais de investimentos de desenvolvimento nos ecossistemas terrestres e aquáticos da bacia
  5. Formar uma rede informada, comprometida e empoderada para a conservação da bacia amazônica
  6. Garantir o gerenciamento apropriado das zonas úmidas da bacia amazônica
  7. Cooperar com boa fé e espírito de solidariedade na implementação e desenvolvimento dos objetivos

Leia a íntegra da Declaração Conjunta para as Águas Amazônicas (em inglês e espanhol).

Fonte: Juntos pela água