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Cantareira libera mais água à regiões de Americana, Hortolândia e Sumaré em SP para evitar desabastecimento local

Vazão passa de 12 para 13 m³/s, a maior da história, para cidades como Americana, Hortolândia e Sumaré

 

cantareira

 

Dez cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas), entre as quais Americana, Hortolândia e Sumaré, terão maior oferta de água liberada pelo Sistema Cantareira, para enfrentar o aumento do consumo de 10% durante a pandemia e reduzir os riscos de desabastecimento. Ao todo, 17 cidades serão beneficiadas. 

A vazão aumentou de 12 m³/s para 13 m³/s, a maior da história. A medida foi adotada na quinta-feira (8) pelo Comitê PCJ (Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), diante do agravamento da crise hídrica, também causada pelo aumento das temperaturas e falta de chuvas. 

O Consórcio dos Rios PCJ, que presta consultoria e desenvolve projetos na área aos municípios da bacia, analisou o anúncio e informou que poderão ser beneficiados com a maior oferta de água os seguintes municípios da RMC: Americana, Hortolândia, Sumaré, Pedreira, Monte Mor, Valinhos, Itatiba, Campinas, Paulínia e Jaguariúna. 

Além disso, também melhorarão as condições hídricas de cidades fora da RMC, como Bragança Paulista, Atibaia, Jundiaí, Limeira, Piracicaba, Piracaia e Nazaré Paulista. O Cantareira é um sistema de represas que garante abastecimento da Grande São Paulo e de cidades da Bacia PCJ. 

O Comitê tomou esta decisão por causa do agravamento da situação. E também porque a previsão, para os próximos dias, é de chuvas, que ajudarão a recarregar o sistema. Hoje, o sistema Cantareira está com 40% de sua capacidade útil, bem acima do verificado nos anos de 2013 e 2014, durante a pior crise hídrica do Estado, em que foram usadas águas subterrâneas para garantir o abastecimento. 

“A situação, de certa forma, se agravou um pouco e a gente está liberando desde hoje cedo (nesta quinta) 13 metros cúbicos por segundo. É a maior vazão histórica descarregada no Sistema Cantareira para a Bacias PCJ. Evidentemente em virtude da situação”, disse Alexandre Vilella, coordenador da CT-MH (Câmara Técnica de Monitoramento Hidrológico) dos Comitês PCJ e coordenador regional de Meio Ambiente na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).


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Alexandre ressalta que a água pode demorar dias até chegar nos municípios. A abertura das comportas será no Rio Jaguari, onde a situação está mais difícil, com muitos municípios em dificuldades de abastecimento, segundo Vilella. 

Abastecimento 

O coordenador da Câmara Temática explicou que essa oferta maior de água pode manter as condições mínimas de abastecimento para a região.  Ele explica que grande parte dos problemas de abastecimento, como em Americana, ocorre por causa da distribuição, diferente de Limeira, que enfrenta dificuldades com a oferta. 

“Vai melhorar a oferta temporária, mas o desabastecimento depende da condição da rede, condição no reservatório, condição de tratamento de cada município e da quantidade e qualidade de cada manancial. Então, não adianta ter água no manancial e o município está sem condições porque o consumo na pandemia cresceu, as altas temperaturas. Então, depende desse conjunto de coisas”, resumiu. 

O comitê usou o exemplo do Rio Piracicaba, na Rua do Porto, distante 200 quilômetros do Cantareira. As vazões no trecho eram de 14 m³/s em 30 de setembro de 2014 e 30 de setembro de 2018; 30 m³/s no mesmo dia em 2017; 21 m³/s em 2019 e chegou a 15 m³/s em 30 de setembro deste ano. As vazões são influenciadas por usos a montante (acima), operações em centrais hidroelétricas, precipitações, evaporação, entre outros. “Cabe destaque que, durante a pandemia, em média, houve aumento de cerca de 10% do consumo de água nas cidades. Neste momento, devido às altas temperaturas, também há um aumento do consumo nas cidades/culturas irrigadas na bacia”, informou o Comitê. 

Desde o início do período seco, em primeiro de junho, já foram consumidos mais de 105 bilhões de litros nos rios Atibaia e Jaguari, que formam o Rio Piracicaba. 

Região sofre com efeitos do “La Niña”

Em nota, o Consórcio PCJ, que desenvolve projetos para a bacia, emitiu um alerta nesta quarta-feira (7) sobre um evento climático extremo que está elevando as temperaturas e reduzindo as chuvas na região. 

“E há perspectivas de seguir com precipitações abaixo da média histórica para os próximos meses. O mês de setembro marcou o início do evento meteorológico La Niña, que arrefece as águas do Oceano Pacífico, ocasionando redução de chuvas no Sul e Sudeste do Brasil”, trouxe a nota técnica. 

No último mês, as chuvas ficaram 73% abaixo das médias históricas e o consumo de água passou a ser pressionado devido à primavera mais quente. O Consórcio recomenda o uso sustentável da água, sem desperdícios, durante esse período atípico. 

Fonte: Todo Dia.


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