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Unilever antecipa meta de uso de plástico reciclado do Brasil

No fechamento do ano de 2022, a companhia informa que saltou de 21% para 27% no índice de reciclabilidade. A conquista antecipou em três anos a meta mundial de contar com 25% de plástico pós-consumo utilizado até 2025 

No Dia Mundial da Reciclagem, a Unilever, uma das maiores empresas de bens de consumo do mundo, anuncia ter conseguido incluir a média de 27% de plástico reciclado, ou seja, pós-consumo, nas embalagens de todas as marcas do portfólio brasileiro até o encerramento do ano de 2022. Com o compromisso de atribuir valor ao plástico usado e combater diretamente a poluição plástica, a companhia subiu 6 pontos percentuais no índice de reciclabilidade, em comparação com 2021, quando obteve 21%.

No fechamento de 2022, a companhia conseguiu a antecipação de três anos da meta global. Em outubro de 2020, a Unilever assumiu o compromisso mundial de diminuir em 50% o uso de plástico virgem e utilizar 25% de plástico reciclado nas embalagens até 2025.

“A Unilever está comprometida em inovar para reduzir, reutilizar e reciclar, e as nossas metas e ações contemplam embalagens plásticas, resíduos de alimentos e resíduos de fábricas e operações. No Brasil, o avanço é notório e conta com o envolvimento de todas as nossas marcas, o que certamente contribui para as metas globais da companhia. Estamos no caminho certo, com todos os nossos grupos de negócios e marcas unidos pelo mesmo objetivo”, diz Suelma Rosa, head de Reputação e Assuntos Corporativos da Unilever.

O investimento em inovação e tecnologia permeia todas as marcas Unilever, que têm na economia circular o caminho para um mundo livre de resíduos. Entre 2018 e 2022, a companhia já reduziu o uso de 32 mil toneladas de plástico virgem em suas embalagens, o que resultou em cerca de 46 mil toneladas de CO2 a menos no meio ambiente. Isso equivale a aproximadamente 2.300 caminhões carregados de plástico, ou a neutralização do consumo de plástico de 1 milhão de pessoas.

Pioneira em utilizar resina plástica pós-consumo em larga escala, a atuação da Unilever de impulso à cadeia do plástico reciclado foi reconhecida globalmente em 2021 na COP26. Naquele ano, a Unilever Brasil foi selecionada para apresentar o case de circularidade do plástico em Glasgow (Escócia). Em 2022, na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a Unilever anunciou a sua adesão ao Tratado Global do Plástico, documento considerado o pacto “verde” multilateral mais importante desde o Acordo de Paris.

Inovar para reduzir, também na cadeia produtiva

A evolução das marcas por um mundo sem resíduos também considera o impacto ambiental da cadeia produtiva. É o caso da marca de sorvetes Kibon, que na busca por soluções mais sustentáveis passou a utilizar, pioneiramente na América Latina, filme plástico (shrink) produzido com 80% de material plástico flexível pós-consumo. Esse tipo de embalagem secundária é utilizada para formar pacotes de potes de sorvete (semelhante aos fardos de refrigerantes e outras bebidas) que são fundamentais para assegurar a entrega dos produtos com qualidade ao ponto de venda. Com isso, o consumo foi reduzido em 156 toneladas de resina plástica virgem, o equivalente ao lixo produzido por 406 pessoas durante 12 meses.

Também na categoria de alimentos, a companhia anunciou recentemente ter chegado a 100% de PCR nas embalagens dos ketchups Hellmann´s. Com a iniciativa, Hellmann’s vai deixar de utilizar cerca de 500 toneladas de plástico virgem por ano. Nos próximos anos, a marca pretende expandir a mudança para todo portfólio.


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A principal estratégia da Unilever em todos os segmentos de atuação e elemento essencial para atingir as metas traçadas no Unilever Compass, no pilar “Um Mundo Livre de Resíduos”, é usar outros materiais e a diretriz adotada pela companhia envolve três esferas: 1) Menos plástico, 2) Melhor plástico, 3) Nenhum plástico. Isto significa repensar como os produtos são projetados, desenvolvendo novos modelos de negócios, novo design de embalagens, e novas experiências de compra para os consumidores.

Iniciativas recentes das marcas no Brasil

Atualmente, todas as marcas de produtos para limpeza da casa, e muitos dos produtos de higiene pessoal, como xampus, condicionadores, cremes para pentear e cremes de tratamento fabricados pela Unilever utilizam resina reciclada em suas embalagens. Alguns exemplos:

Comfort, Seda, TRESemmé e Rexona

Em parceria com a Ecological Reciclagem, a Unilever lançou em agosto de 2022 a primeira tampa do Brasil 100% produzida a partir de plástico flexível reciclado em escala industrial. Feitas com plástico flexível pós-consumo (aquele usado em sachês), as tampas são usadas nas embalagens de cremes de tratamento para cabelos das duas marcas. Mais recentemente, as tampas de todo o portifólio de Amaciante concentrado Comfort passou a utilizar 100% dessa resina em sua composição. Assim, a Unilever contribui para impulsionar o índice de reciclagem e de recuperação do plástico flexível, que é bastante baixo (3%).

Na fase inicial do projeto, apenas com as tampas de Seda e TRESemmé, a capacidade de produção da resina reciclada feita com material flexível pós-consumo foi de 130 toneladas ao ano, o que já mudava o patamar desse segmento no Brasil. Com o plano de expandir o uso do material para outras embalagens, hoje a Unilever passou a usar este material nas tampas de desodorantes roll on de Rexona e Comfort concentrado totalizando mais de 700 toneladas ao ano.

OMO

Por meio da inovação constante, a marca consegue reduzir o uso de plástico virgem em 2,2 mil toneladas ao ano. As iniciativas vão desde o investimento em concentrados, como OMO para diluir, que utiliza 72% menos plástico na comparação com OMO líquido, até tampas produzidas 100% com resina de plástico reciclado.

Fonte: Neo Mondo



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Fundada em 30 de novembro de 2010, no âmbito do II Seminário Internacional de Dessalinização na cidade de Antofagasta, Chile. A AADYR é uma associação sem fins lucrativos que promove conhecimentos oportunos e experiências em torno de tecnologias de dessalinização, reuso de água e tratamento de efluentes, a fim de otimizar a gestão hídrica na América Latina e garantir o acesso à água potável dentro de padrões de qualidade, eficiência, sustentabilidade, desenvolvimento econômico e futuro social.

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