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Pesquisadores da Uece realizam estudo para avaliar índice de qualidade da água do rio Cocó

A análise da qualidade das águas do estuário é um importante instrumento na orientação de medidas que possam ser adotadas no sentido da preservação da ictiofauna do parque e das condições de balneabilidade do rio.

O Núcleo de Estudos Ambientais (NEA) da Universidade Estadual do Ceará (Uece), em parceria com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (SECITECE), Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI-NE), Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação (ITIC) e o Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará (UFC), estão realizando um amplo estudo para avaliação do índice de qualidade da água (IQA) no estuário do Rio Cocó. O objetivo do estudo é determinar o índice de qualidade da água (IQA) no trecho do Parque Cocó que sofre influência direta dos ciclos de maré (estuário), avaliando de que forma a variação entre vazante e cheia altera os parâmetros de IQA.

A área do estuário está totalmente inserida no Parque Ecológico do Cocó. Por ter suas regiões no sistema fluvio-estuarina e de manguezais completamente inseridas na região metropolitana da cidade de Fortaleza, é caracterizado como rio urbanizado.

Regiões de estuários são importantes nichos ecológicos, pois são compostas por rica diversidade de espécies animais e utilizadas como áreas de berçário, reprodução, alimentação, crescimento e abrigo para diversas espécies de animais marinhos. A composição, abundância e diversidade da ictiofauna é diretamente influenciada por fenômenos naturais que ocorrem na região e no entorno do complexo estuarino, bem como, pelas ações antrópicas que concorram para alteração do equilíbrio do complexo.

A análise da qualidade das águas desse estuário é um importante instrumento na orientação de medidas que possam ser adotadas no sentido da preservação da ictiofauna do parque e das condições de balneabilidade do rio. Os dados coletados poderão predizer se o estuário funciona com fonte ou uma armadilha para os poluentes e orientar formas eficientes de mitigação dos danos ambientais provocados na região.

A pesquisa

O projeto de trabalho vem sendo discutido há mais de um mês e a coleta de dados teve início na última quarta-feira, dia 18 de julho.

A equipe de campo é composta pelos pesquisadores Ana Lúcia Eufrázio Romão, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Naturais de UECE; Roberta Ingrid de Oliveira Damasceno, graduanda em Química da UECE; Remo Raulison, do CTI-NE; e recebe o apoio logístico da Polícia Militar Ambiental, através do tenente-coronel Ricardo Colares Barbosa. As medições de parâmetros físico-químicos são realizadas com o uso de uma sonda multiparamétrica modelo Aqua TROLL 400 e coletas de amostras de água e moluscos.

As amostras coletadas estão sendo analisadas no Sistema de Laboratórios em Nanoteconologia e Biomateriais da UECE e no Laboratório de Avaliação de Contaminantes Orgânicos (UFC). A equipe de laboratório conta com os professores Carlucio Roberto Alves (Uece), Átila de Lira Gondim (Uece), Aristides Pavani Filho (CTI-NE) e Rivelino Martins Cavalcante (UFC).

Segundo Ana Lúcia Eufrázio, os dados coletados nessa primeira fase da pesquisa já estão sendo tratados para serem divulgados no 16°Congresso Nacional do Meio Ambiente, Justiça social e sustentabilidade medianizado pela economia verde, que ocorrerá no período de 24 a 27 de setembro 2019 em Poços de Caldas (MG).

Para este estudo está sendo utilizado um Barco Robótico Iracema que comporta uma sonda multiparamétrica, sendo operados remotamente. O barco robótico Iracema, sigla para Instrumento Robótico Autônomo para Coleta e Monitoramento Ambiental, funciona com bateria recarregável, para análises de amostra e/ou monitoramento ambiental, enviando dados em tempo real para as instituições responsáveis por sua operação.

O estudo compreende o período da pós-estação chuvosa de 2019, e envolve excussões diárias de até 12 horas para coleta de dados. O estudo, tão logo seja concluído, terá os resultados disponibilizados para a comunidade cearense e científica, por meio da imprensa, além de publicações de um livro e artigos científicos em revistas especializadas de alcance nacional e internacional.

Fonte: Governo do Estado do Ceará.

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