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Seminário ABAS / Fenágua: Como aumentar a oferta de água no Brasil

A Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), em parceria com o Jornal Valor Econômico promoveram o evento: “Como aumentar a oferta de água no Brasil”, no Expo Dom Pedro, na cidade de Campinas no dia 23 de setembro de 2016.
Esse evento é realizado em conjunto com os tradicionais encontros promovidos pela ABAS, o XIX Congresso Brasileiro de Águas Subterrâneas, o XX Encontro Nacional de Perfuradores de Poços e a FENÁGUA – Feira Nacional da Água. O Congresso, o Encontro e a Feira foram realizados entre os dias 20 e 23 de setembro de 2016.
Os eventos promovidos pela ABAS são itinerantes, realizados a cada dois anos e contam com público crescente a cada edição. A decisão pela cidade de Campinas foi tomada diante da relevância da questão da água para a região, em seus múltiplos usos, além do aeroporto de Viracopos ter se tornado uma importante plataforma de conexões no Brasil.
Atualmente o tema da água é de maior conhecimento da sociedade. A diminuição da disponibilidade e o risco da escassez os despertou para a importância do tema. O setor produtivo foi bastante impactado, para produzir necessitam de mais água. Compete então ao setor técnico debater sobre tecnologias e ações de conscientização que aumentem a oferta de água no Brasil. O uso de tecnologias ainda precisa de maior conhecimento e divulgação.
O objetivo deste evento foi o de apresentar as tecnologias e ações que podem aumentar a oferta de água com o respectivo status técnico, jurídicos e uma proposta construtiva da ampliação de sua utilização. Para se obter resultados com as ações de conscientização é fundamental engajar pessoas nessa causa.
Percebendo que para que seja considerada essa pauta, deve ser apresentada sob o viés econômico. Para isso, a ABAS se uniu ao Valor para a realização do evento onde foram debatidos os seguintes assuntos:
• Reúso de Água
• Dessalinização
• Aproveitamento de Água de Chuva
• Redução de Perdas
• Perfuração e Recuperação de Poços
Newton Lima Azevedo, Coordenador de Saneamento do Conselho Tecnológico do SEESP e Governador pelo Brasil no World Water Council (França) iniciou o seminário com a palestra magna, “Água para todos”.

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Para Azevedo, o país não possui uma política pública para a água, defendeu a existência do ministério da água. “ Atualmente está difícil defender a criação de um ministério, poderia ser uma secretaria ou um guichê, isso é um problema e processo político”.

É de suma importância, disse, a visão do órgão em várias partes interessadas para que se consiga executar uma devida gestão dos recursos: “ Não adianta possuir dinheiro e tecnologia se não houver gestão. É necessário a união de quatro fundamentos como a tecnologia, investimento, gestão e planejamento integrado”.

Crucial para a biodiversidade e sobrevivência humana a água é um recurso estratégico para a sociedade, governos e empresas. Apesar disso, tanto as águas superficiais como as subterrâneas são tratadas com desleixo no âmbito de regulação, poluição e degradação. A ausência de gestão piora a situação das perdas de água nos sistemas públicos de abastecimento que, conforme dados do SNIS – Ministério das Cidades, chegaram a 37% em 2014. Este índice está relacionado ao fato de que das 26 empresas estaduais de água e saneamento, 20 têm receitas menores que as despesas. “Temos que fazer um Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) das empresas de saneamento, uma revitalização”. Ele se referia ao programa de saneamento de bancos falidos implementado em 1995 pelo governo Fernando Henrique Cardoso, o que poderia gerar uma crise sistêmica.

Segundo Newton Azevedo, seria muito importante não perder o foco com as lições aprendidas com o ocorrido. “ No momento em que o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo comunicou o fim da crise hídrica, ele terminou com a discussão no Brasil”, lastimou Azevedo.

Outro ponto enfatizado pelo especialista é a importância do comprometimento de toda a sociedade. “ Ou sensibilizamos todos que consomem água, ou não conseguiremos mobilizar os políticos para uma política pública integrando todos os planos: agricultura, indústria, recursos hídricos e usuários”, afirmou.

Vicente Andreu Guillo, Diretor Presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) prosseguiu com “Oferta e Demanda de Água no Brasil”.

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O executivo da ANA, ressaltou ser imprescindível aproveitar a mudança nos padrões de consumo originado pela escassez hídrica. “ A demanda por água em todos os locais aumentará e necessitamos aperfeiçoar as estruturas que já existem a partir da gestão”, frisou. Ele recomendou a construção de novos reservatórios para abastecimento e das necessidades de saneamento básico, afastando o setor elétrico na prioridade dos investimentos em obras com esse propósito até o momento.
Guillo salientou a importância, em debater a destinação das bacias mais relevantes para o abastecimento na região sudeste, como a do Tietê e do Paraíba do Sul, atualmente operadas prioritariamente para a geração de eletricidade. “O setor elétrico possui alternativas como a geração de energias eólica e solar, porém não há opções para a água, devemos discutir esse tema polêmico”.
Ele também cobrou maiores esforços para reduzir os padrões de consumo na agricultura e nas cidades. “Precisamos trazer todos os setores para o uso sustentável. Não procurar culpados e criminalizar o uso da água. Não existe um processo regulatório claro”, finalizou.
Gesner de Oliveira, diretor da GO Associados fez uma análise do cenário macroeconômico junto com sua influência no setor de saneamento. Ele considera que os maiores desafios do setor, além da conjuntura econômico não favorável são o planejamento, financiamento de longo prazo, desoneração dos investimentos, valor da água e a regulação. “Uma regulação apropriada diminui o risco e estimula investimentos. O aperfeiçoamento na gestão pode ocorrer em empresas privadas e nas públicas. As perdas em água somam R$ 8 bilhões anualmente, o que indica que basta reduzir a ineficiência e podemos evoluir bastante. O volume de perdas equivale a todo o investimento previsto para 2015, que é o volume mais baixo dos últimos anos. Andamos de lado ultimamente na redução de perdas. Dessa forma, só atingiremos a universalização em 2052”, afirmou.

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O setor de saneamento exige investimentos de longo prazo e justamente nesse ponto aparece um grande empecilho: a alta taxa de juros. Para o economista, o financiamento de longo prazo tem que combinar parcerias público-privadas (PPPs) mais a participação do BNDES. “O investimento em infraestrutura é a forma para sair da recessão”, disse.
Gesner também criticou o “populismo” na utilização da água. “Existe um custo de capital que necessita ser remunerado e se não acontecer as revisões e ajustes adequados não atrairão investimentos. No Brasil, as pessoas gastam com água e esgoto um terço do que gastam com a internet. Claro que a internet é importante, entretanto o preço da água no Brasil é absurdamente barato”.
Para o engenheiro Peter Cheung, diretor da empresa de tecnologia Optimale os números sobre perdas de água no Brasil não são corretos. “Os dados sobre as perdas são furados porque não se mede nada, não tem macromedição, devemos ter cuidado com esses números”, frisou.
Cheung explicou, que aplicando os conceitos da Hydroinformatics (Otimização, Estatística, Modelagem Matemática, Inteligência Artificial) para tratamento e análise dos dados advindos de rede de sensores, é possível indicar soluções completas para gerenciamento integrado de água e energia em tempo real, desde a camada física até o nível de tomada de decisão. Essas soluções, globalmente denominadas Smart Water Management, podem ser implantadas em qualquer meio físico, sejam eles artificiais, tais como as redes de distribuição de água e esgoto, canais de drenagem urbana, sistemas industriais, edificações ou naturais, tais como os rios, represas ou lagos e aquíferos.
Para o consultor, a indústria da água e saneamento gera números que não são analisados, embora já existam sistemas que possibilitam extrair preciosas informações como os “machine learners”, robôs que capturam e trabalham indicadores de comportamento e preferências, à exemplo dos que são aplicados pelo Google para elaborar ofertas publicitárias para as contas de e-mails, ou como o GPS Waze, que mostra o que vai acontecer durante o trajeto. O sistema vem sendo utilizado pela Optimale na Sanesul, empresa de saneamento básico do Mato Grosso do Sul, para detectar vazamentos e perdas. A diminuição dos custos de processamento de dados pode ser um aliado dos técnicos destas empresas, com baixo custo, falou Cheung. “Não é preciso ‘capex’ nem infraestrutura física para analisar os dados, os sistemas estão em ‘cloud computing’, possibilitando monitorar os dados em tempo real”.
Fabian Fenoglio, responsável pela Direção Técnica da SUEZ América Latina discorreu sobre dessalinização.
Aproximadamente 97% das águas disponíveis na terra são salgadas. Quase 40% da população mundial sofre com a escassez de água doce. “ A dessalinização é a resposta à crescente necessidade de água para uso doméstico e industrial. A técnica mais recente é a de osmose reversa, processo de separação por membranas que permite a captura dos sais presentes na água”.
A Suez é reconhecida como a empresa pioneira em dessalinização por osmose reversa. Desde a primeira instalação na ilha Houat, na França, em 1969, a Degrémont tem desenvolvido e integrado tecnologias complementares, apresentando soluções de forma sustentável.
O especialista demonstrou que muitas referências consolidaram sua posição como líder mundial neste domínio, entre elas, a maior planta da América do Sul, Minera Escondida, no Chile, com vazão de 45.000 m3/dia. Depois da Thames Gateway Water Treatment Works, primeira usina de dessalinização britânica, e da espanhola Carboneras, a tecnologia está chegando ao México, no Estado de Baja California. A planta será construída em duas etapas. A primeira, que começará em 2017, será a da construção da unidade que vai produzir, no prazo de três anos, 190 mil m³ por dia. Na segunda fase do projeto, prevista para começar em 2019, a planta dobrará a produção de água potável para 380 mil m³/dia até 2024.
O contrato de parceria público-privada (PPP) também prevê a operação do sistema de dessalinização pelo período de 37 anos e vai garantir o abastecimento de água potável na região costeira de Baja California.
Flávio Javares Lemos e Milene Aguiar, Diretores de Serviços da empresa Restor (Grupo Suez) apresentaram redução de perdas.
O Projeto São Luiz – Redução de Perdas Reais de Água – SUEZ, realizado em São Paulo integra a prestação de serviços técnicos de engenharia para elaboração de estudos, projetos e implantação de planos de trabalho para otimização do setor de abastecimento de água Jardim São Luiz, visando a redução de perdas reais na unidade de negócio sul e unidade de negócio oeste, permitindo melhor eficiência da operação e gestão do sistema.
O setor São Luiz possui grande extensão territorial (36,4Km²) e densidade populacional elevada, com 724.836 habitantes, 1024 Km em extensão de rede de água e 163.712 ligações. Anteriormente ao projeto, o setor apresentava intermitência constante no abastecimento, pressões elevadas da rede de abastecimento e falta de redes de adução ao longo do setor.
Após a implantação das intervenções o sistema São Luiz conta com pressão ajustadas e adequadas ao abastecimento do sistema. Como grande resultado das intervenções verificou-se ume Redução de Perdas Reais de Água no sistema, em torno de 1.030.000 m³ por mês (volume médio no período de 6 meses de apuração).
A previsão de implantação para todas as intervenções foi de 18 meses, prazo considerado inédito para as companhias de saneamento, considerando a complexidade do projeto e quantidade de intervenções e obras do escopo.
Após 12 meses do início do projeto, as maiores intervenções relacionadas à setorização do sistema já estavam concluídas, com implantação do Parque Fernanda (novo setor, criado para dividir e otimizar o abastecimento do São Luiz):
• Implantação do reservatório metálico de 15.000 m³
• Instalação de adutoras principais (DN 700 e 800 mm)
• Implantação da estação elevatória de água
• Instalação das 8 principais VRPs para controle das pressões no sistema, tendo sido priorizadas as de maior área de influência
• Finalização a primeira etapa de pesquisa de vazamentos, com varredura em 100% das redes do sistema
Desta forma, logo após o primeiro ano de contrato, já foi possível verificar grandes resultados em relação à economia de perdas de água do sistema.
Nos últimos 6 meses de implantação do projeto, foram finalizadas as atividades de escopo do contrato:
• Controle de pressão, com a instalação das últimas VRPs previstas
• Otimização da elevatória existente no Parque São Luiz, para adequação às novas vazões do sistema
• Executada a segunda etapa de pesquisa de vazamentos, com nova varredura em 100% das redes de distribuição
• Reparo de todos os vazamentos detectados em redes e substituição dos ramais
• Finalização das intervenções em favelas, com encerramento das atividades socioeducativas para a regularização de ligações clandestinas e Instalação de equipamentos reguladores
De acordo com os engenheiros, todas as atividades foram concluídas dentro do prazo do contrato, ressaltando a agilidade e inovação do Contrato de Performance, onde a remuneração da contratada está vinculada não só às implantações efetuadas, mas também ao resultado do projeto em termos de economia e redução das perdas.
Renato Rosseto, Gerente de Operação de Esgoto da SANASA em Campinas discorreu sobre a experiência do município com água de reúso, uma das soluções encontradas para combater a crise hídrica de 2015.
A Estação de Produção de Água de Reúso, EPAR Capivari II, da Sanasa, utiliza a tecnologia de membranas de ultrafiltração para tratar 360 litros de esgoto por segundo. Além de ser usada para a limpeza de vias públicas, irrigação de jardins e ocorrências de incêndio (bombeiros), a água de reúso vai para o Aeroporto de Viracopos, gerando uma considerável economia de água. “ A cidade possui mais da metade do esgoto tratado, 25 estações de tratamento que utilizam diferentes técnicas”, citou o engenheiro.
A Sanasa almeja levar o esgoto tratado na Estação Produtora de Água de Reúso (Epar) a uma estação de tratamento de água que será construída ao lado, tratar a água para cumprir as qualidades exigidas por lei e depois distribuída à população. Os estudos encomendados irão determinar a melhor forma de fazer isso e os parâmetros de tratamento para que a água tenha a qualidade exigida por lei.
José Paulo Netto, diretor da Maxiágua e empossado recentemente como presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas) relatou sobre a perfuração e recuperação de poços.
Os poços artesianos são classificados em 3 diferentes tipos:
• Rocha: O poço tubular profundo, é uma obra de engenharia construída com intuito de explorar água subterrânea, operando-se com máquinas perfuratrizes, no sentido vertical, tendo variações de profundidades e vazões (capacidade produtiva, quantidade de água). Em lugares constituídos por rochas cristalinas, a captação é feita nas fraturas ou fendas, assim a obra será parcialmente revestida.
• Sedimento: Há também a captação de água junto às camadas sedimentares, onde a obra é totalmente revestida.
• Misto: São aqueles onde a parte superior perfurada são rochas sedimentares e na parte inferior, rochas cristalinas, este poço é construído, como o poço em sedimento com a colocação de revestimentos e filtros no domínio (na área) de rochas permeáveis e porosas e sem revestimento na parte inferior, domínio das rochas cristalinas onde o aqüífero é fissural. Isso tudo, irá depender da geologia do local a ser perfurado.

Antes de construir ou recuperar o poço artesiano, é necessário conhecer os órgãos, autorizações e licenças para legalização da obra nas residências e empresas.
• Licença de Execução: Documento expedido pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo), que autoriza previamente, através da publicação no Diário Oficial, a perfuração do poço artesiano.
• EVI – Autorização de Implantação de Empreendimento: O EVI, Estudo de Viabilidade de Implantação é um documento expedido pelo DAEE, que autoriza previamente, por meio de publicação no Diário Oficial, a implantação de obras de captação ou interferência junto aos recursos hídricos superficiais ou subterrâneos. Esse estudo é também apresentado ao DAEE juntamente com a Licença de Perfuração.
• Outorga de Direito de Uso: Documento expedido pelo DAEE ou órgão competente, que autoriza ou concede, por meio de portaria, publicada no Diário Oficial, a captação ou interferência junto aos recursos hídricos superficiais ou subterrâneos. Esse documento autoriza de fato a utilização do seu poço e o prazo de validade é de cinco anos. Segundo o disposto na legislação, a renovação dessa autorização deve ser requerida antes de seu vencimento.
• Dispensa de Outorga: Documento expedido pelo DAEE ou órgão competente, que autoriza ou concede, por meio de portaria, publicada no Diário Oficial, a captação ou interferência junto aos recursos hídricos superficiais ou subterrâneos. Esse documento autoriza de fato a utilização do seu poço e o prazo de validade é de cinco anos. Segundo o disposto na legislação, a renovação dessa autorização deve ser requerida antes de seu vencimento.
• Autorização Ambiental: Qualquer tipo de obra, que envolva necessidade de retirada de vegetação nativa ou a intervenção em Área de Preservação Permanente (APP) ou em Áreas Especialmente Protegidas (AEP), dependem exclusivamente do licenciamento ambiental junto à CETESB.
• Parecer Técnico Ambiental: Documento expedido pela CETESB para embasar o DAEE e a Vigilância Sanitária na expedição de qualquer autorização para novos poços ou que já estejam instalados num raio de até 500 metros de alguma área declarada contaminada pela CETESB.
Experiências mostram que estas são as causas mais frequentes na interrupção de produção dos poços:
• Ruptura da coluna de revestimento do poço, que permite entrada de partículas sólidas e/ou contaminação da água;
• Alteração de características construtivas por desmoronamentos ou deslocamentos de rocha;
• Ausência de manutenções periódicas, que provoca o acúmulo de incrustações capazes de obstruir total ou parcialmente as zonas produtoras de água;
• Funcionamento prolongado em regime inadequado, que acarreta em uma produção irregular e desordenada;
• Exaustão da reserva subterrânea, provocada pelo aumento no número de poços próximos.
• Queda de objetos (tubos, bomba, cabos) que podem impedir o fluxo de água e o funcionamento do poço.
Fases de recuperação de Poços
Para cada situação há uma operação especial de recuperação que pode reverter, total ou parcialmente, o quadro. Pelo valor que tem um poço produtivo, vale a pena uma análise para identificar o problema com maior precisão e a operação de recuperação mais adequada. De uma forma geral, a recuperação de poços abandonados ou danificados passa pelas seguintes fases:
• Identificação do problema através de avaliações hidrogeológicas, testes seletivos de vazão e filmagens internas.
• Aplicação da metodologia adequada: desobstrução, revestimentos adicionais, tratamentos químicos severos, resgate de peças aprisionadas ou caídas, aprofundamento, recuperação de diâmetros úteis, alteração do regime de funcionamento.
• Gerenciamento integrado dos poços da área, ajustando as vazões para a capacidade produtiva das reservas locais.
“O poço dá sintomas de que algo não está certo. São construções que exigem manutenção preditiva, preventiva e corretiva. A corretiva pode custar o dobro da preventiva mais a preditiva. Deixar de fazer manutenção preventiva pode custar entre 10 e 15 vezes mais do que a manutenção corretiva”, explicou Netto.
De acordo com o consultor, os poços possuem vida útil de 40 anos e qualquer variação que não seja corrigida terá um efeito prejudicial por anos. É necessário pensar na energia por meses, anos e décadas. Em muitos casos trocar o conjunto bombeador sai mais barato do que quitar a energia. “ Aqueles que não estão dispostos a investir R$ 10 mil em manutenção, podem chegar a pagar o triplo em energia mensalmente”, avaliou.

 

Gheorge Patrick Iwaki
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Responsável Técnico