A RRP Energia, do grupo Piccini (comandado pelo empresário Joci Piccini), acaba de captar R$ 1 bilhão com o BNDES para financiar a segunda fase da usina de etanol de milho da companhia no município de Tapurah, em Mato Grosso.
A planta mato-grossense é a primeira da RRP e começou a funcionar na fase em outubro do ano passado, com uma moagem de 1 milhão de toneladas por dia. Na segunda fase, vai triplicar a capacidade.
Com capacidade para produzir mais de 1 milhão de toneladas de milho por ano, a fábrica poderá produzir 358 mil toneladas de DDGS e 22 mil toneladas de óleo bruto de milho.
A previsão é que a segunda fase da usina entre em operação em agosto.
“Nossa expectativa é que no final de 2026 já esteja com a segunda fase estabilizada e operando normalmente”, disse o CEO da RRP, Luciano Souza, ao The AgriBiz.
Segundo ele, os recursos do BNDES vão ajudar a alongar o passivo da companhia a um custo mais atraente. O financiamento do banco de fomento veio de três linhas principais: Fundo Clima, Finem e uma linha de capital de giro.
“Temos linhas ponte que usamos na primeira fase da construção, dívidas de curto prazo que serão alongadas em um custo mais competitivo”, explicou Souza.
Antes do financiamento, a empresa tinha uma dívida acima do CDI, refletindo juros de mercado. Com o BNDES, em linhas gerais, metade da dívida vem para patamares subsidiados – mais saudável para o fluxo de caixa da empresa.
O crédito concedido à RRP corresponde a 62,2% do total a ser investido na usina, que terá uma produção anual estimada em 459 milhões de litros de etanol hidratado ou 452 milhões de litros de etanol anidro.
Segunda-feira vem
O Grupo Piccini foi fundado há 46 anos e atua no setor agropecuário em Mato Grosso e no Paraná.
O grupo também está presente no comércio de máquinas e equipamentos agrícolas (com vendas, suporte técnico e serviços de manutenção) e nas atividades de logística, infraestrutura e comercialização e distribuição de combustíveis.
A usina de Tapurah marcou a entrada do Piccini no setor de produção de biocombustíveis, mas o grupo se prepara para mais.
Assim que estabilizar a produção de Tapurah, a RRP pretende erguer uma segunda usina, em Diamantino (MT).
A previsão é que essa planta esteja em operação já em 2027, com uma capacidade para processar 1,5 milhão de toneladas de milho diariamente na primeira etapa. O projeto é orçado em R$ 750 milhões.
Fonte: TheAbriBiz



