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Níveis de reservatórios de água no Triângulo Mineiro começam a baixar

Publicado em 06/08/2018 às 14:49:54

Veja a situação dos reservatórios de Emborcação, Marimbondo, Nova Ponte e São Simão e que autarquias dos dois principais municípios da região recomendam economia

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Orientação é que população use água de forma consciente (Foto: Arcaion/Creative Commons)

O mês de agosto começou com chuvas isoladas neste fim de semana em diversas cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Contudo, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), elas não foram significativas para elevar os níveis dos reservatórios e a previsão para a próxima semana é de que a umidade do ar volte a cair. Os índices no período da tarde devem ficar entre 20% e 30%, sendo que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é 60%. Expectativa de chuva mesmo, só em setembro, com a chegada da primavera.

Diante da previsão, assim como em 2017, o G1 fez um levantamento sobre a situação dos rios que abastecem as principais cidades do Triângulo: Uberlândia e Uberaba, e também sobre como anda o nível de reservatórios da região. Veja abaixo.

Reservatórios

O G1 pesquisou como está a situação dos reservatórios de Emborcação, Marimbondo, Nova Ponte e São Simão este ano. No gráfico é possível perceber que, na média, os níveis de água começaram a cair a partir de abril.

Dados Hidrológicos – Volume Útil (%)
Veja a mudança dos volumes das represas da região em um ano
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Ainda conforme o gráfico acima, atualmente Emborcação tem um volume de 23,17%. No ano passado, a reportagem mostrou em outubro, que o nível do reservatório chegou a 18%. Na época, a chegada das chuvas regulares ainda era esperada e, na maioria dos casos, o nível dos reservatórios permanecia baixo.
Já com relação a Marimbondo, agosto deste ano começou com 29,19% de volume e, em outubro de 2017, chegou a 12,40%. Nova Ponte tem hoje 20,76% e chegou a 17,67% em outubro do ano passado. Já São Simão é a que tem melhor situação este ano, com 62,27%, mas registrou em 2017 18,03% em outubro.

Mesmo que este ano a quantidade de chuva esperada para aumentar o volume nos reservatórios não chegue até setembro e a estiagem estique novamente até outubro, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), diferentemente dos mananciais para abastecimento municipal, as hidrelétricas têm um sistema nacional interligado.

Por isso, mesmo que uma represa localizada no Triângulo Mineiro esteja abaixo do volume ideal, o sistema não é prejudicado, pois outros reservatórios com níveis melhores auxiliam na geração de energia.

Curiosidades

Emborcação: o início das operações em Emborcação, que é localizada em Araguari, foi em 1982. O volume do reservatório é de 17.724,72 hm³.

Marimbondo: a usina, uma das mais importantes do subsistema Rio Grande, está entre as cidades de Fronteira (MG) e Icém (SP). O menor volume útil já registrado foi de 3,23%, em dezembro de 1999.

Nova Ponte: A usina de Nova Ponte entrou em operação em janeiro de 1994 e é formada pelo Rio Araguari. Ela tem área da bacia de drenagem de 15.358 km².

São Simão: Localizada em Santa Vitória e São Simão (GO), a represa começou a operar em 1978.

Abastecimento

Após avaliação dos reservatórios, a reportagem também procurou saber como está a situação das duas principais cidades do Triângulo Mineiro e se algumas medidas já foram pensadas em caso de necessidade no período de estiagem.

Uberlândia

Em Uberlândia, os mananciais que abastecem a cidade são o Rio Uberabinha e o Ribeirão Bom Jardim.

Conforme os dados divulgados pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), de janeiro até julho os moradores consumiram cerca 32% a mais de água do que no mesmo período de 2017. Só em julho, o consumo foi de 8% a mais do que no ano passado.

“O Dmae constatou que neste ano a população já consumiu 1.538.412,21 m³ a mais do que em 2017. A situação é preocupante, visto que os meses de agosto e setembro são mais quentes e a tendência é que o consumo de água pela comunidade aumente ainda mais”, avaliou a gerente em Tratamento de Água do Dmae, Rejane Cerqueira.

Segundo o Dmae, a produção de água em Uberlândia segue sendo feita sem risco de desabastecimento, mas que, ainda assim, é preciso que o consumo ocorra de forma consciente para evitar possível redução no fornecimento.

“Nosso intuito é que as pessoas se conscientizem para que não venha a faltar água no futuro. Não é porque temos hoje que podemos usar de forma errada”, reforçou Ana Paula Carvalho, supervisora de projetos ambientais do Dmae.

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Uberaba

De acordo com o Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau), com a intensificação da estiagem na região, a vazão do Rio Uberaba, que abastece a cidade, tem reduzido. Por isso, a montagem do sistema de transposição do Rio Claro começou na última quarta-feira (1º). No entanto, de acordo com a autarquia, o sistema ainda não tem data para entrar em funcionamento.

Os três motores movidos à diesel já foram levados para as margens do Rio Claro. As equipes ainda estão trabalhando nesta fase para deixar tudo pronto, caso seja necessário acionar as bombas nesta seca. As três juntas são capazes de bombear até 560 litros/segundo do Rio Claro para o Córrego Saudade, afluente direto do Rio Uberaba, localizado à montante da estação de captação do Codau.

O Codau informou ao G1 que o último dado coletado há alguns dias aponta que a vazão do Rio Uberaba estava em 1.600 litros por segundo. O último dado sobre o consumo médio do uberabense chegou a 211 litros por habitante,por dia.

“O momento é de conscientização. Cada um fazendo a sua parte contribuirá para que a estiagem seja enfrentada com menos transtornos possíveis”, destacou o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto.

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Montagem de sistema começou na quarta-feira (1º) (Foto: Codau/Divulgação)

Fonte: G1.


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