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Pesquisa revela mudanças de hábito do paulistano em meio a escassez hídrica

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45% dos brasileiros tiveram que lidar, de alguma forma, com a falta de água
Foto: Iyad Al Baba/ Oxfam/ Fotos Públicas

A crise de abastecimento de água na Grande São Paulo trouxe grandes mudanças de comportamento para o cidadão paulistano. A constatação é de um panorama inédito produzido pelo grupo Kantar, maior conglomerado global especializado em estudos, pesquisas, monitoramento e análise de dados. Ainda que a estiagem tenha afetado a maior parte do Brasil, foi em São Paulo que a seca atingiu mais severamente a população.

“Consolidamos dados e informações inéditas pesquisadas por três companhias do Grupo Kantar – Kantar Worldpanel, Kantar Ibope Media e The Futures Company – e pela empresa associada Ibope Inteligência, para entender melhor de que forma a recente crise hídrica transformou o paulistano”, esclarece Jacqueline Lafloufa, editora do Kantar Brasil Insights e responsável pelo panorama.

De acordo com o levantamento, em 34% das residências da região metropolitana de São Paulo faltou água diariamente. Esse número é bem maior do que o do interior de São Paulo (3%), Grande Rio de Janeiro (7%) e o Brasil como um todo (7%).

A frequência de banhos por semana caiu quase 10%, de 13,8 para 12,5 – abaixo da média brasileira

Os diretamente atingidos pela estiagem não foram apenas os paulistanos. O País como um todo sofreu: 45% dos brasileiros tiveram que lidar, de alguma forma, com a falta de água e 29% sofreram duas vezes por semana com o problema. Os lares de baixa renda são os mais prejudicados e há uma grande preocupação com o tema, tanto em São Paulo (74%) como no Brasil com um todo (65%).

Campanhas e programas
Para reduzir o consumo, autoridades do Estado de São Paulo promoveram campanhas de conscientização e programas de incentivo ao uso consciente. Tais ações atingiram, em seis meses, 16 milhões de habitantes, o que equivale a 82% da população. Em média, cada paulistano foi impactado por um comercial sobre a crise hídrica 17 vezes – praticamente o mesmo tanto de vezes que assistiu a propagandas de produtos de barbear e depilação.

A conscientização sobre a gravidade da crise hídrica na capital paulista, junto com os programas oficiais de incentivo à economia e de penalização do aumento do consumo, trouxe mudanças nos hábitos da população. A frequência de banhos por semana caiu quase 10%, de 13,8 para 12,5 – abaixo da média brasileira, que também caiu no período, de 15,7 para 13,8. Ainda assim, o paulistano toma, em média, bem mais banhos do que países como Polônia (9,6) e França (7,4).

Banhos curtos
A duração do banho também mudou. Houve uma migração dos longos (mais de 15 minutos) para os curtos (menos de 5 minutos). No início de 2014, essa proporção era de 41% e 27%, respectivamente, e migrou para 27% e 33%. Como efeito colateral, caíram as vendas de shampoos e sabonetes em barra e aumentou o uso de desodorante, em especial o formato aerossol.

Também é possível afirmar que a população paulistana entende que precisa mudar de comportamento e espera apoio. Para 45% dos paulistanos, o governo estadual é o principal responsável pela crise de abastecimento. Sabesp (19%), falta de chuvas (18%) e a própria população (10%) também foram citadas. A boa notícia é que a dificuldade despertou a consciência, não só em São Paulo, mas no conjunto da população.

Quase metade dos brasileiros (48%) considera uma prioridade viver um estilo de vida ambientalmente responsável, o que é acima da média global, de 45%. Além disso, há indícios do surgimento de uma geração mais preocupada e consciente, já que 51% dos brasileiros reduziram o consumo de recursos naturais no seu cotidiano – oito pontos percentuais maior do que o restante do mundo. “O brasileiro está sofrendo e se adaptando aos problemas da falta de água. Mas já é possível afirmar que o País está mais consciente. É um começo”, completa Jacqueline.

Mais informações e detalhes da pesquisa podem ser acessados em http://br.kantar.com/.

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