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Pesquisa aponta concentração recorde de Covid-19 em esgotos do RJ

Estudo Monitora Corona projeta contaminação em águas fluminenses

 

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Imagem Ilustrativa

 

A concentração do Sars-Cov-2 nos esgotos da Região Metropolitana do Rio de Janeiro nunca esteve tão alta. A conclusão é do Estudo Monitora Corona, que aponta um aumento de 15% na média móvel da concentração viral em nove das dez estações de tratamento da região mais populosa do estado, em relação ao último boletim, concluído há duas semanas.

O trabalho divulgado na quinta-feira (13) é fruto de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e outras instituições.

Máximas históricas

Os pesquisadores constataram o que classificaram como um “nítido aumento” na concentração do novo coronavírus nas estações de tratamento do Rio nas últimas duas semanas.

O relatório ressalta ainda que é “o pior cenário já registrado em seis meses de monitoramento, com praticamente todos os pontos indicando máximas históricas de concentração do vírus”.

Exceto pela Estação de Esgoto do Leblon, Zona Sul da cidade, que registrou uma redução dos níveis do vírus, o estudo  prevê  um “crescimento da carga viral presente nos esgotos sanitários da Região Metropolitana do Rio”.


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Para o presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária (Abes-Rio), Miguel Fernández, os altos índices de Covid-19 nos esgotos do Rio devem se refletir em um maior número de casos da doença. Ele diz, no entanto, que a vacinação pode frear esse movimento.

“A contaminação das estações de tratamento sempre está ligada ao aumento no número de pessoas infectadas. Nós tivemos os maiores registros, isso é um dado muito significativo. Temos que observar agora o sistema de saúde. Se não tiver aumento nos casos, isso significa que a vacina está funcionando”, destacou Fernández.

Contaminação em abril recuou

Em abril, a divulgação Epidemiológica do Estudo Monitora Corona apontou um recuo na concentração viral de covid-19 presente nos esgotos da Região Metropolitana do Rio, após sete semanas de alta na contaminação.

As taxas do Sars-Cov-2 nas estações de tratamento, entretanto, voltaram a subir no mês de maio e atingiram o maior patamar já registrado. O aumento aconteceu no mesmo momento que o Rio de Janeiro teve uma alta nos casos da doença.

Fonte: CNN.


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