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Nível de água no Rio Grande é menor que na crise hídrica

Nível de água no Rio Grande é menor que na crise hídrica

Principal manancial da região atende 1,2 milhão; Sabesp garante que não há risco de desabastecimento

O reservatório Rio Grande, localizado no município são-bernardense e braço da Represa Billings, registrou no dia (08/08) o menor volume de água desde a crise hídrica (2014-2015) para o período. O manancial é o principal da região e abastece 1,2 milhão de pessoas em Santo André, São Bernardo e Diadema. O nível é o mais baixo em 26 anos, desde o início da série histórica, em 2000. (Veja dados por ano na tabela acima)

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) garante que não há risco de desabastecimento. Apesar de alarmante, o reservatório opera com 64% da sua capacidade – superior aos demais mananciais que atendem o Grande ABC e a Região Metropolitana, como Cantareira (39,5%), Alto Tietê (33,9%) e Rio Claro (30,2%). No mesmo período do ano passado, o volume de água no Rio Grande estava em 72,4%.

Alguns fatores podem ter contribuído para a queda no volume de água, como época de estiagem, mudanças climáticas, aumento de desmatamento e também da ocupação das margens, conforme explicou a bióloga e professora da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Marta Marcondes.

“Entramos em nível crítico quando os reservatórios atingem 30%, porém números como o que temos hoje na Cantareira são extremamente preocupantes. Rio Claro e Tietê também estão em estado de alerta. Alguns desses reservatórios possuem conexão entre eles”, pontuou.

A bióloga explicou que o sistema Rio Grande, além de garantir o abastecimento de vários municípios da região, envia água para o sistema Alto Tietê. “Também é necessário ter a garantia de que o Reservatório Billings tenha suas águas em abundância”, reforçou Marcondes.

O aposentado Francisco Pereira Filho, 72 anos, que pesca semanalmente nas margens do reservatório Rio Grande, se assustou com a diminuição no volume de água. Segundo ele, o baixo nível deste ano afetou até a alimentação da família devido à diminuição de peixes pescados.

“Costumava vir três vezes na semana e levar para casa algumas espécies, como lambari, cara, tilápia, carpa e traíra. Porém, agora está difícil conseguir pegar algum. Acredito que seja também pelo alto volume de lixo descartado irregularmente, a poluição e sujeira afastam os peixes”, disse Pereira.

Além dos fatores citados, Marcondes alertou para a necessidade de aumentar a fiscalização nas áreas de mananciais.

“Os baixos níveis também podem ser atribuídos ao não cumprimento da legislação de proteção e às normas específicas dos reservatórios, como da Billings e do Guarapiranga. Outro ponto importante é a constante aprovação de grandes empreendimentos e centros logísticos nesses locais”, ressalta a docente da USCS.

Fonte: DGABC


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