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Membrana auto-organizada: nova tecnologia de separação

Membrana auto-organizada: uma nova membrana reciclável, a base de água, que filtra todos os tipos de nanopartículas

 

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A tecnologia de separação está no coração da purificação da água, do tratamento de esgoto e da recuperação de materiais, assim como em inúmeros processos industriais básicos. Membranas são usadas para separar os menores, partículas em nanoescala e mesmo moléculas e íons metálicos.

O Prof. Boris Rybtchinski e seu grupo do Departamento de Química Orgânica do Weizmann Institute of Science de Israel, desenvolveram um novo tipo de membrana que pode estender a vida de um sistema de separação, diminuir o seu custo e, em alguns casos, aumentar a sua eficiência também.

As membranas que ele e seu grupo criaram podem ser produzidas de diferentes modos, com diferentes materiais, que se juntam na água e contém água como componente principal (as membranas são parentes do hidrogel).

As membranas de primeira geração que o grupo desenvolveu foram feitas de moléculas únicas que se organizavam para formar o material da membrana. Essa propriedade também permite que as membranas sejam facilmente recicladas e que as partículas capturadas no processo de separação possam ser recuperadas. As membranas podem separar partículas baseadas no tamanho, de um a vários nanômetros.

As membranas de segunda geração também contêm uma segunda camada de polímero auto-organizado, ampliando assim a faixa de aplicações para essa tecnologia. As novas membranas podem suportar altas pressões e são capazes de purificar a água de metais pesados e moléculas orgânicas venenosos, mostrando pela primeira vez que “aqua materials” auto-organizados podem ser usados para aplicações industriais exigentes.

Ao contrário dos materiais convencionais, as membranas auto-organizadas podem ser facilmente desorganizadas; isso é crítico no combate ao fouling, que é o maior desafio nas aplicações de membranas.

Membranas sustentáveis

O processo de fabricação das membranas é simples e a sua performance excelente, tornando a tecnologia inerentemente vantajosa, mesmo antes de se levar em consideração a sua habilidade de ser reciclada e reutilizada. Estas últimas claramente de enorme importância, já que tornam as membranas sustentáveis. Na verdade, a meta de criar nanomateriais sustentáveis está no cerne da pesquisa desenvolvida pelo Prof. Rybtchinski e seu grupo.

A Yeda Research and Development Co., que desenvolve as aplicações industriais das descobertas das pesquisas do Weizmann Institute of Science, está trabalhando para trazer essa tecnologia inovadora ao mercado.

A pesquisa do Prof. Boris Rybtchinski tem o apoio de Solo Dwek and Maurizio Dwek Research School of Chemical Science, a qual ele chefia; Leona M. and Harry B. Helmsley Charitable Trust; e Dana and Yossie Hollander, Israel.

Fonte: Weizmann Institute of Science, adaptado por Portal Tratamento de Água – www.tratamentodeagua.com.br

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