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Com situação crítica em mananciais, Limeira começa a captar água de represa reserva

Desde a última segunda-feira (20), concessionária responsável pela distribuição de água no município capta água da Represa Salto do Lobo para abastecer a cidade

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Imagem ilustrativa

A BRK Ambiental, concessionária responsável pelo serviço de água e esgoto de Limeira (SP), começou a captar água da Represa Salto do Lobo para abastecer a cidade. A prefeitura já tinha requisitado uso da reserva, que é particular, em junho deste ano, de forma preventiva.

Em nota, a empresa informou que a situação dos mananciais que abastecem a cidade, Rio Jaguari e Ribeirão Pinhal, é crítica por conta da severa estiagem.

“Tal medida foi adotada para a manutenção da quantidade e qualidade do abastecimento do município, diante da redução dos níveis e da baixa qualidade de água bruta dos mananciais”, diz a nota oficial.

No caso do Rio Jaguari, a vazão está em 1,2 metros cúbicos por segundo nesta segunda, quando o mínimo necessário para captar é de 1. Isso colocou o manancial em estado crítico. O Ribeirão Pinhal se encontra em estado de atenção com 60% da capacidade atual.

Atualmente, a captação de água no município ocorre com 70% pelo Rio Jaguari e outros 30% pela Represa Salto do Lobo, que tem abastecido o Ribeirão Pinhal por meio de sifões.

A água captada nestes mananciais é bombeada até à Estação de Tratamento de Água (ETA) de Limeira e passa por um processo de tratamento, para então ser distribuída à população.

“O mês de setembro tem se apresentado como o mais crítico da estiagem, por isso, a BRK Ambiental reforça o pedido, necessário e urgente, para que todos façam um uso mais racional e consciente da água.”

A empresa ressaltou que mantém o abastecimento com regularidade e reforçou a necessidade de priorizar o uso da água para necessidades de alimentação e higiene pessoal.

“Outras atividades como lavar calçadas e carros, por exemplo, precisam ser adiadas ou substituídas pelo uso de água reaproveitada”, diz a nota.

Consumo por habitante

Segundo a concessionária, o consumo médio por habitante/dia em 2021 é de 178,2 litros.

“De acordo com a ONU [Organização das Nações Unidas], cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender às necessidades de consumo e higiene. No comparativo com os dados do último diagnóstico do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), Limeira também apresenta um consumo per capita acima da média da região Sudeste, que é de 174,4 litros de água por habitante/dia.”

Em agosto, foram consumidos 1 bilhão 649 milhões de litros de água em Limeira, conforme a BRK. Em setembro o consumo tende a ser superior ao mês de agosto, por conta dos picos de consumo de água registrados, especialmente, na última semana, quando ocorreu a maior temperatura do ano na cidade.


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Estado crítico

A Prefeitura de Limeira comunicou na última quinta-feira (23) que a situação hídrica da cidade está em “estado crítico” e que vai intensificar a fiscalização contra o desperdício de água.

As informações foram divulgadas em uma reunião da Comissão de Avaliação e Acompanhamento da crise de abastecimento de água na cidade.

Diante do cenário, duas frentes foram debatidas na reunião: o reforço das campanhas para o uso consciente da água e a intensificação da fiscalização contra o desperdício, conforme prevê legislação municipal.

“Vamos colocar os nossos fiscais na rua para coibir, principalmente, o desperdício da água. Nesse primeiro momento, a fiscalização será orientativa. […] Precisamos da ajuda da população no uso consciente da água, bem como para denunciar eventuais desperdícios. E se a situação não mudar, medidas mais duras precisarão ser tomadas”, afirmou o prefeito Mario Botion (PSD), em nota.

Região

O Comitê das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) divulgou na última terça-feira (21) um levantamento da situação hídrica na região. O cenário pode trazer uma crise hídrica em 2022 pior do que a de 2014, segundo o órgão.

Na ocasião, Sérgio Razera, diretor-presidente da Agência PCJ, alertou que o pior cenário pode acontecer se não houver chuva suficiente nos próximos meses.

“O grande e grave problema é o que está por vir. Se outubro não chover, se novembro não chover, dezembro então, a nossa começa a ficar muito mais difícil do que hoje se percebe.”

Na região, Rio das Pedras (SP) é a única cidade que faz racionamento de água desde maio por conta dos problemas de abastecimento. A cidade aumentou o período sem água a partir desta segunda (27), com fornecimento de água por 12 horas e corte por 24 horas.

Fonte: G1.


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