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Geleiras que são Patrimônios da Humanidade podem desaparecer até 2050

Relatório da Unesco aponta que 18 mil geleiras, correspondentes a 10% da área glaciarizada da Terra, devem desaparecer por conta das taxas de emissões de CO2

Uma das geleiras que podem desaparecer até 2050 é a que fica no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos     Foto: Pixabaya

Um relatório feito pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em parceira com a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) indica que as geleiras estão recuando em ritmo acelerado desde 2000.

Isso ocorre devido às emissões de CO2 que aumentam as temperaturas, fazendo com que as 18,6 mil geleiras que compõem um terço dos 50 sítios dos Patrimônios Mundiais estejam condenadas a desaparecer até 2050.

“Este relatório é uma chamada à ação. Somente uma rápida redução em nossos níveis de emissões de CO2 pode salvar as geleiras e a excepcional biodiversidade que delas depende. A COP27 tem um papel crucial para ajudar a encontrar soluções para esta questão. A UNESCO está determinada a apoiar os Estados na busca desse objetivo”, explica em nota oficial Audrey Azoulay, diretor-geral da Unesco.

Essas mais de 18 mil geleiras compõem um total de 66 mil km², correspondente a 10% da área glaciarizada da Terra.


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Entre as geleiras ameaçadas estão as manchas glaciares do Parque Nacional de Yellowstone (Estados Unidos), todas do sítios do Patrimônio Mundial da África e as do Parque Nacional Los Alerces (Argentina). As duas últimas tiveram a segunda maior perda de massa em relação a 2000.

Essas grandes massas de gelos no nosso planeta são importantes para a biodiversidade terrestre, alimentando muitos ecossistemas.

Além disso, metade da humanidade depende direta ou indiretamente das geleiras como fonte de água para uso doméstico, agricultura e energia.

“Quando as geleiras derretem rapidamente, milhões de pessoas enfrentam a escassez de água e o aumento do risco de desastres naturais, como inundações, e outros milhões podem ser deslocados pelo aumento resultante do nível do mar.”, explica em comunicado o Dr. Bruno Oberle, diretor-geral da UICN.

Até o momento, as geleiras perderam cerca de 58 bilhões de toneladas de gelo, o equivalente ao uso anual combinado de água da França e da Espanha, e são responsáveis por quase 5% do aumento global observado no nível do mar.

No artigo, além de reduzir as emissões de carbono, a Unesco defende a criação de um fundo internacional para monitoramento e preservação de geleiras.

A iniciativa apoiaria pesquisas abrangentes, promoveria redes de intercâmbio entre as partes interessadas e implementaria medidas de alerta precoce e redução do risco de desastres.

Fonte: revistagalileu


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