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Despoluição de represa de Salto Grande em Americana/SP atrai pouco interesse

Divulgação – Salto Grande: projetos para recuperação da qualidade da água

A despoluição da Represa de Salto Grande, em Americana, depende da sofisticação do tratamento de esgoto de 11 municípios. Contundo, poucos demonstraram interesse em participar de uma articulação conjunta para reduzir os problemas que levam à excessiva reprodução de macrófitas, como os aguapés, que formam uma espécie de “tapete” verde na barragem.

Na última quarta-feira (23/10), houve uma reunião na Câmara Temática Especial da Represa de Salto Grande, na Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp), para tentar definir projetos e ações para a recuperação da qualidade da água da represa.

Além do secretário de Meio Ambiente de Americana, Odair Dias (PV), estiveram presentes autoridades como o 2º Promotor de Justiça de Americana, Ivan Carneiro Castanheira, o diretor-executivo da Agemcamp, Antonio Carlos Sacilotto (PSDB), vereadores municipais de Americana, membros do Corpo Técnico da CPFL, Departamento de Água e Esgoto (DAE), Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Consórcio PCJ, Sanasa Campinas, entre outros.

Principais compostos poluidores da represa

Os principais poluidores da represa são o nitrogênio e o fósforo, que servem de alimentos e permitem a proliferação das macrófitas. Esses componentes não são eliminados pelas estações de tratamento de esgoto (ETE) simples, apenas pelas terciárias, que são mais sofisticadas.

Nota técnica da Cetesb informa que, numa análise de cargas de fósforo, cinco municípios se destacam como os maiores poluidores. “Destacam-se Campinas com as contribuições provenientes da ETE de Anhumas, a maior de toda a bacia, seguida pelas ETEs de Barão Geraldo e Samambaia. As contribuições do município de Paulínia também são expressivas, com destaque para a ETE de Paulínia e para o efluente tratado da Replan. Os municípios de Valinhos, Vinhedo e ltatiba também contribuem expressivamente com cargas de fósforo para o Rio Atibaia através das ETEs de Capuava, Pinheirinho e ltatiba, respectivamente”, traz trecho do documento.

A qualidade da água da represa é objeto de inquérito civil 211/14 e o encontro realizado na Agência Metropolitana de Campinas ocorreu no âmbito desse procedimento. O encontro discutiu ações de saneamento e alternativas para reduzir a carga orgânica e, consequentemente, a proliferação de algas na represa.


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Ausência de representantes das demais cidades

O secretário do Meio Ambiente de Americana se irritou com a ausência de representantes das demais cidades.

“As pessoas que mais deveriam ouvir e se engajar não estão aqui. É inadmissível o descaso que existe por parte dos outros municípios. A melhora na qualidade da água da represa é viável, necessária e as autoridades envolvidas têm conhecimento de que devem se envolver e buscar resolver os problemas existentes”, disse Odair.

O promotor de Justiça, Ivan Carneiro, concordou com secretário. De acordo com ele, parte da solução é a adoção por parte dos municípios de sistema terciário de tratamento de esgoto, capaz de eliminar o nitrogênio e o fósforo.

“Estamos falando com a Cetesb para que ela exija dos municípios o tratamento terciário”, adiantou Ivan.

Ele explicou que vai participar da próxima reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (CD-RMC) — que geralmente atrai todos os prefeitos — para sensibilizá-los sobre o tema, de forma voluntária. Se não surtir efeito, os municípios serão convocados para uma reunião no Ministério Público (MP).

Bacia

O Rio Atibaia, integrante da bacia do Rio Piracicaba, é formado em Bom Jesus dos Perdões, pela junção dos rios Cachoeira e Atibainha. Após sua formação, o Rio Atibaia percorre 170 quilômetros até sua união com o Rio Jaguari, formando o Rio Piracicaba. Neste percurso, atravessa áreas de Atibaia, Jarinu, Itatiba, Valinhos, Campinas, Jaguariúna, Paulínia e Americana e recebe contribuições de afluentes que drenam áreas dos municípios de Vinhedo Jundiaí. No município de Americana, as águas do Rio Atibaia sofrem represamento, formando a Represa de Salto Grande.

Após os barramentos do Sistema Cantareira, os rios Cachoeira e Atibainha recebem os efluentes domésticos tratados e não tratados de Piracaia, Bom Jesus dos Perdões e Nazaré Paulista. No seu trecho inicial, o Rio Atibaia e o seu afluente Ribeirão Campo Largo recebem os efluentes de Atibaia e de Jarinu. Depois, os afluentes Jacarezinho e Pinheiros recebem os efluentes domésticos de Itatiba, Valinhos, Vinhedo e de parte de Campinas. No seu trecho final, em Paulínia, são lançados os efluentes tratados de indústrias e os esgotos sanitários, atualmente tratados, da área urbana de Paulínia, além dos esgotos sanitários da área urbana de Campinas, por meio do Ribeirão Anhumas, afluente da margem esquerda do Rio Atibaia.

Fonte: Correio Popular.

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