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Cientistas descobrem bactéria capaz de “comer” plástico em rios brasileiros

A poluição por plásticos é um dos maiores desafios ambientais atuais, com toneladas de resíduos se acumulando em lixões

A poluição por plásticos é um dos maiores desafios ambientais atuais, com toneladas de resíduos se acumulando em lixões, aterros, rios e oceanos, afetando ecossistemas, cadeias alimentares e a saúde humana.

O que é degradação de plástico por microrganismos

A degradação de plástico por microrganismos é a capacidade de certas bactérias e fungos de fragmentar polímeros sintéticos, como polietileno (PE) e tereftalato de polietileno (PET).

Esses organismos produzem enzimas específicas que atacam as cadeias longas do plástico, liberando moléculas menores que podem ser usadas como fonte de carbono e energia.

A poluição por plásticos é um dos maiores desafios ambientais atuais, com toneladas de resíduos se acumulando em lixões, aterros, rios e oceanos, afetando ecossistemas, cadeias alimentares e a saúde humana.

O que é degradação de plástico por microrganismos

A degradação de plástico por microrganismos é a capacidade de certas bactérias e fungos de fragmentar polímeros sintéticos, como polietileno (PE) e tereftalato de polietileno (PET).

Esses organismos produzem enzimas específicas que atacam as cadeias longas do plástico, liberando moléculas menores que podem ser usadas como fonte de carbono e energia.

Estudos recentes utilizam comunidades microbianas de solos contaminados com plásticos, selecionando bactérias capazes de crescer com PE e PET como principal fonte de carbono.

Técnicas de metagenômica têm identificado genes, vias metabólicas e novas espécies com potencial ainda não explorado, ampliando as possibilidades de aplicação industrial.

Microrganismos e bioplásticos de maior interesse

Um dos grupos microbianos mais estudados é o gênero Pseudomonas, com linhagens capazes de decompor PET e converter os produtos dessa degradação em bioplásticos.

Entre eles, destaca-se o polihidroxibutirato (PHB), acumulado em forma de grânulos no interior das células bacterianas.

Quando o PHB é combinado com unidades de hidroxivalerato (HV), forma-se o PHBV, um bioplástico mais flexível e resistente.

Esse material é considerado alternativa sustentável para embalagens e aplicações biomédicas, pois tende a ser biodegradável em condições adequadas e pode reduzir a dependência de plásticosfósseis.

Como a engenharia genética pode melhorar a degradação de plásticos

O sequenciamento de dezenas de genomas de bactérias degradadoras de plástico permite mapear o potencial genético envolvido no processo.

São identificadas enzimas degradadoras de polímeros, transportadores de moléculas e vias bioquímicas completas, abrindo espaço para intervenções mais precisas.

Com essas informações, estratégias de engenharia de enzimas e de microrganismos buscam tornar a degradação mais rápida, eficiente e economicamente viável.

Abordagens como edição genética e expressão heteróloga de enzimas em microrganismos robustos podem facilitar a aplicação em biorreatores em escala industrial.

Quais são os principais benefícios e desafios dessa tecnologia

A utilização de microrganismos para degradar plásticos e gerar bioplásticos oferece benefícios ambientais e econômicos relevantes.

Além da redução do volume de resíduos, essa tecnologia contribui para cadeias de valor mais circulares e para a substituição parcial de plásticos derivados de petróleo.

Ao mesmo tempo, essa abordagem enfrenta vários desafios práticos e regulatórios, que precisam ser considerados para sua adoção em larga escala:

  • Comprovar eficiência em condições ambientais reais fora do laboratório.
  • Escalonar processos de cultivo e fermentação em nível industrial.
  • Garantir biossegurança e evitar impactos indesejados em outros ecossistemas.
  • Tornar o processo economicamente competitivo frente à reciclagem e incineração.
  • Integrar a tecnologia a políticas públicas e sistemas de gestão de resíduos.

Qual é o papel dessas pesquisas diante da poluição global por plásticos

Estima-se que mais de 80% dos resíduos que chegam aos oceanos sejam plásticos, com tendência de aumento até 2040 sem mudanças estruturais.

Espécies marinhas sofrem com ingestão e enredamento, enquanto ecossistemas como corais e manguezais são prejudicados pelo bloqueio de luz e oxigênio.

A disseminação de microplásticos no solo, na água, no ar e no corpo humano levanta preocupações de longo prazo para a saúde.

Nesse cenário, a degradação de plástico por microrganismos não substitui políticas de redução de consumo e melhoria da reciclagem, mas funciona como complemento promissor para transformar parte do passivo plástico em recursos úteis e de maior valor agregado.

Fonte: O Antagonista


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