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Calculadora de água

Equipe do IPT desenvolve ferramenta online de conscientização para auxiliar no entendimento de como a água é utilizada nas residências

Você sabe como é o consumo de água em sua casa ou apartamento? É provável que você confira em sua conta mensal o volume medido em metros cúbicos, mas talvez não saiba quanto gaste em cada uma das atividades que faz em sua residência e tampouco a quantidade de vezes que utiliza a água e os tempos em que permanece com as torneiras abertas durante os usos.

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) desenvolveram uma calculadora online que permite estimar o consumo da água para uma pessoa ou para todas os indivíduos que moram juntos em uma residência, tanto em casas quanto em apartamentos. A calculadora pode ser acessada gratuitamente no endereço https://calculadoradeagua.ipt.br

Após estimar o consumo, é possível verificar o quanto de água poderia ser poupada se fossem utilizados equipamentos economizadores, e o usuário ainda poderá ter uma ideia de quanto da água consumida em uma casa poderia ser, teoricamente, substituída por de água da chuva.

A calculadora permite a sua utilização, em computadores e em celulares, por pessoas sem conhecimentos técnicos específicos. O usuário poderá fazer a simulação de consumo de água a partir da introdução de dados de frequência e tempo de utilização da água para as atividades mais corriqueiramente realizadas em ambiente doméstico.

O objetivo é que o usuário perceba o efeito do seu comportamento de uso: o resultado é o volume de água utilizado, calculado segundo os dados fornecidos para uso individual ou coletivo, o que possibilita a observação da quantidade de água gasta em cada um dos usos nos diversos ambientes (banheiro, cozinha, área de serviço e, em casas, na área externa) e para a edificação como um todo, considerando o consumo por dia, por mês ou por ano.

No módulo de economia de água: o usuário é convidado a adicionar equipamentos economizadores bastante difundidos (arejadores, redutores de vazão, pulverizadores, descarga dupla para bacia sanitária e lavadoras pressurizadas) e de fácil instalação aos pontos de consumo de água, observando a economia potencial gerada a partir de soluções tecnológicas simples. Ao final da etapa, é mostrado o consumo de água com e sem a introdução do equipamento economizador selecionado pelo usuário.

A calculadora permite ainda que seja realizada uma simulação da substituição potencial média de água potável por água de chuva, mês a mês ao longo de um ano, informando o percentual de economia de água potável para os usos selecionados.

A ideia da calculadora não é a precisão nos resultados – que seria possível apenas pela medição direta do consumo – mas servir como uma ferramenta de auxílio na educação ambiental que tire os usuários do modo automático de uso de água e chame a atenção para como a água é utilizada.

“Isso irá trazer foco para a frequência e o tempo efetivo de uso para as atividades mais corriqueiramente realizadas em ambiente doméstico e as consequências desse comportamento para o consumo de água”, explica o pesquisador Luciano Zanella, um dos responsáveis pelo desenvolvimento da nova ferramenta.

Fomentar o uso eficiente da água é uma das estratégias para promover a educação ambiental, cada vez mais necessária em épocas de variações históricas nos regimes de chuva. Ainda é presente na memória de todos que o Estado de São Paulo enfrentou uma longa estiagem entre os anos de 2013 e 2015 e que, mesmo com a ocorrência de alguns períodos de chuvas mais intensas, os volumes dos reservatórios não alcançaram novamente sua plenitude, o que ressalta a necessidade de economia desse recurso.

Os volumes operacionais dos principais mananciais que abastecem o estado (Cantareira, Alto Tietê e Guarapiranga) estavam com índices de armazenamento, no dia primeiro de agosto de 2023, de 78,7%, 67,1% e 66,6%, respectivamente, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). No entanto, nos três últimos meses deste ano (maio, junho e julho), a pluviometria nos três mananciais foi abaixo da média histórica: no Cantareira, por exemplo, choveram 23,7 mm em maio, 47,9 mm em junho e somente 4,8 mm em julho, enquanto os volumes esperados eram, respectivamente, de 75 mm, 57,2 mm e 44 mm.

Fonte: IPT


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