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Pesquisa brasileira biocarvão de laranja pode descontaminar a água

Pesquisa brasileira: biocarvão de laranja pode descontaminar a água

Um novo biocarvão sustentável criado com bagaço de laranja pode remover poluentes e bactérias de águas residuais

Um biocarvão feito com resíduos de laranja pode apoiar a descontaminação da água, aponta um novo estudo publicado na Ambiente & Água por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Testes com o produto se mostraram promissores especialmente na remoção de poluentes e bactérias.

Entenda:

  • Pesquisadores da UFSCar criaram um biocarvão de laranja que pode ajudar a descontaminar a água;
  • O produto é criado a partir do bagaço gerado na produção do suco da fruta;
  • Testes apontam que o biocarvão pode reduzir poluentes e bactérias presentes nas águas residuais (os chamados esgotos);
  • Além disso, o material também absorve nitrogênio;
  • Novos testes devem determinar a descontaminação de outros poluentes e encontrar possíveis aplicações para o carbono resultante do processo.

Usando o bagaço gerado na produção de suco de laranja, os pesquisadores passaram o período de 2021 a 2024 trabalhando na criação do biocarvão. O processo envolve a secagem, moagem, peneiração, carbonização, filtragem e caracterização dos restos da fruta, dando uma nova vida ao material que seria geralmente descartado.

Biocarvão de laranja apoia descontaminação de águas residuais

Testes mostraram que o biocarvão pode apoiar especialmente a descontaminação das chamadas águas residuais (os esgotos), filtrando poluentes através de processos físicos e biológicos. O experimento envolveu amostras de um tanque séptico da UFSCar.

Em comunicado, a equipe aponta que, além de absorver nitrogênio, o biocarvão conseguiu reduzir as concentrações de fósforo e magnésio em, respectivamente, 31,5% e 62%. Ainda, o produto removeu cerca de 60% a 70% das bactérias.

“Não se gasta praticamente nada para fazer, e é um material simples que tem grande eficiência para vários tipos de tratamento. Os resultados foram melhores do que imaginávamos, o que possibilita redução no uso de água potável e utilização de algo que seria descartado provavelmente de maneira irregular”, explica Mariana Cabrini, engenheira e autora do estudo.

Outras pesquisas devem ser conduzidas para, além de avaliar a eficácia da remoção de outros contaminantes, identificar possíveis aplicações para o carbono resultante do processo.

Fonte: Olhar Digital


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