Estudos demonstram que diferentes tipos de lodo da indústria de papel, tradicionalmente tratados como resíduo de baixo valor, podem ser transformados em biocombustíveis renováveis de alto rendimento.
A pesquisa publicada na revista Biofuels, Bioproducts and Biorefining revela que os fluxos de lodo de papel variam significativamente em sua adequação para a produção de bioetanol e biogás.
O estudo examinou três tipos principais de lodo gerados pelo setor de celulose e papel: lodo de polpa virgem, lodo de papelão ondulado e lodo de papel higiênico e impresso. Cada um desses materiais foi avaliado quanto à sua composição, digestibilidade enzimática e desempenho na fermentação de bioetanol e na digestão anaeróbia.
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Globalmente, até 500 milhões de toneladas de lodo úmido de papel são produzidas anualmente através do processo de fabricação de papel. Este resíduo rico em fibras frequentemente acaba em aterros, levando a emissões de metano e perda de água.
A produção de biocombustíveis como biometano, biohidrogênio e bioetanol a partir desse tipo de biomassa tem potencial como alternativa sustentável aos combustíveis fósseis. Além de minimizar o desperdício, essa abordagem oferece um caminho para estratégias mais eficientes de conversão de resíduos em energia.
O lodo de polpa virgem apresentou o maior potencial para bioetanol, enquanto o lodo de papelão ondulado produziu o maior volume de biogás e metano. A pesquisa revelou diferenças nas propriedades bioquímicas e físicas das variedades de lodo de papel.
Essas descobertas podem informar iniciativas de bioeconomia circular na indústria de papel no futuro, combinando as características do lodo com as rotas de bioconversão mais eficientes. Segundo o portal Phys.org, o estudo foi conduzido por pesquisadores que analisaram as diferentes vias de conversão desses resíduos.
Fonte: O Cafezinho

