Em webinar realizado em parceria com o Portal Tratamento de Água, empresa apresentou soluções que podem reduzir em até 25% o consumo de polímeros e aumentar a eficiência operacional em estações de tratamento.
A Andritz promoveu um webinar técnico em parceria com o Portal Tratamento de Água, reunindo profissionais e especialistas do setor para discutir inovações no tratamento de água e esgoto. Com foco na gestão e desidratação de lodo, o encontro destacou o uso de tecnologias avançadas e soluções baseadas em inteligência artificial para otimizar processos, aumentar a eficiência operacional e reduzir custos nas plantas de saneamento.
O evento contou com a participação de Rafael Evaristo, gerente de vendas para a área ambiental, e Renato Soranz, gerente de vendas em serviços e automação, que apresentaram soluções tecnológicas e compartilharam experiências práticas da empresa no Brasil e no exterior.
Inovação e expertise no tratamento de lodo
Durante a apresentação, a Andritz destacou sua atuação global no fornecimento de soluções de separação sólido-líquido, com mais de 10 mil referências e cerca de 500 novas unidades de desaguamento entregues anualmente. No Brasil desde 1992, a empresa possui estrutura industrial e laboratório piloto em Pomerode (SC), além de centros de serviço que permitem testes e simulações de processos.
Um dos principais pontos abordados foi a importância da correta caracterização do lodo para definição da tecnologia mais adequada. Segundo os especialistas, fatores como teor de sólidos voláteis e origem do lodo influenciam diretamente a eficiência da desidratação, sendo determinantes na escolha do equipamento.
Tecnologias de desidratação: comparação e aplicações
O webinar apresentou as principais tecnologias disponíveis para desidratação mecânica de lodo: centrífuga decanter, prensa desaguadora (rosca), filtro prensa e filtro esteira (belt press), cada uma com características específicas e aplicações distintas.
A análise comparativa apresentada pela Andritz evidenciou que o filtro esteira se destaca pelo baixo custo de aquisição e baixo consumo energético, sendo uma alternativa econômica em termos de CAPEX. No entanto, apresenta limitações como maior consumo de água de lavagem e menor eficiência na secura do lodo.
A prensa desaguadora (rosca) foi apontada como uma solução equilibrada, com baixo consumo de energia, reduzido custo de manutenção e operação contínua totalmente automatizada, além de exigir menor quantidade de equipamentos auxiliares. Sua limitação está relacionada à necessidade de boa formação de flocos para garantir a eficiência do processo.
Já a centrífuga decanter oferece alta automação, operação contínua e elevada taxa de separação de sólidos, além de ocupar menor área em relação à capacidade instalada. Como contrapartida, apresenta maior consumo energético e custos de manutenção mais elevados, sendo indicada quando há necessidade de flexibilidade operacional e alta confiabilidade.
Por fim, o filtro prensa se destaca por proporcionar a maior secura de torta e alta eficiência na captura de sólidos, sendo ideal quando o objetivo principal é maximizar a redução de volume do lodo. Em contrapartida, envolve maior custo de investimento, maior área ocupada e operação em batelada, o que pode impactar a dinâmica operacional da planta.
Os palestrantes reforçaram que a escolha da tecnologia deve considerar não apenas o investimento inicial, mas também custos operacionais (OPEX), consumo de insumos, nível de automação, área disponível e características específicas do lodo e da planta.
Inteligência Artificial (IA) aplicada à operação
Na segunda parte do evento, foram apresentadas soluções digitais baseadas em IA para otimização do consumo de polímeros, insumo essencial no processo de desidratação.
Entre os destaques estão os sistemas Argos e RheoScan, que utilizam câmeras e processamento de imagem para analisar, em tempo real, a consistência do lodo e ajustar automaticamente a dosagem de polímero. A tecnologia permite identificar condições de subdosagem ou superdosagem, garantindo operação mais estável e eficiente.
De acordo com a Andritz, a aplicação dessas soluções pode gerar redução de até 25% no consumo de polímeros, além de benefícios como maior estabilidade operacional, redução de recirculação de sólidos, aumento da confiabilidade do processo e melhoria na produtividade dos equipamentos.
Os sistemas são compatíveis com equipamentos de diferentes fabricantes e podem ser integrados facilmente aos sistemas de automação existentes nas plantas.
Tendências e próximos passos
O webinar também abordou a crescente demanda por digitalização no setor de saneamento, destacando o papel da automação e da análise de dados na melhoria da eficiência operacional e redução de custos.
A Andritz reforçou ainda a disponibilidade de serviços de análise de lodo, testes em laboratório, locação de equipamentos e suporte técnico especializado para avaliação de projetos.
Ao final do evento, os especialistas responderam perguntas dos participantes, reforçando a importância de análises caso a caso para definição das melhores soluções.
Fonte: Andritz



