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‘Abastecimento de água deveria ser prioridade na crise hídrica’, diz USP

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Professora da USP e especialista em gestão da água diz que índices do Cantareira nunca chegaram a se recuperar e falta “transparência” sobre o problema

 

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Imagem Ilustrativa

 

Em meio a uma seca histórica na região das hidrelétricas, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na última sexta-feira (28) que vai acionar a bandeira vermelha 2, o que encarecerá a conta de luz em junho. Para a professora da USP e especialista em gestão da água, Ana Paula Fracalanza, além do problema de geração de energia elétrica, o foco deve ser o desabastecimento de água.

“Apesar de a legislação brasileira dizer que o abastecimento de água é prioridade, quando surge uma questão energética — e há necessidade de uso [de energia] pelas indústrias e consumidor —, muitas vezes o abastecimento deixa de ser prioritário, apesar de ser extremamente necessário.”

Ana Paula diz que as consequências das secas de anos anteriores não desapareceram no interior de São Paulo, e que parte da população continuou tendo problemas de abastecimento em suas moradias. O que faltou, segundo a especialista, foi “transparência com o problema”.

“O que poderia ter sido colocado com mais transparência como um problema [desde então], para que a população continuasse economizando água, só foi retomado agora.”


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Reservatórios paulistanos: um problema permanente

A professora explica que, na região metropolitana de São Paulo, os índices dos reservatórios evidenciam que este é um problema permanente e não solucionado.

“O Cantareira está com seus índices de reservação mais ou menos como estavam no ano anterior à crise hídrica, em 40 e poucos porcento, o que significa que ele ainda não foi recuperado.”

Coleta e tratamento de esgoto
A professora coloca em pauta outro déficit brasileiro: o de coleta e tratamento de esgoto.

“Temos uma questão não resolvida com a nossa água. Ela é a mesma utilizada para fins de abastecimento público, geração de energia — o que não é um problema — e para serviços de esgotamento sanitário. Temos índices de tratamento e coleta de esgoto muito baixos, isso é uma questão de política pública.”

Segundo a especialista, os investimentos públicos voltados para coleta e tratamento de esgoto são menores, porque é o que “gera menores fontes de rendimentos para as concessionárias”.

“Então, as concessionárias priorizam a geração de abastecimento de água, mas nem tanto a coleta e tratamento de esgoto, que é a parte menos rentável.”

Fonte: CNN.


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