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União suspende verba para captação de água em usina entre DF e GO

Relatório apontou série de irregularidades e prejuízo de até R$ 6 milhões.
Obra é parceria entre Saneago e Caesb; região enfrenta crise hídrica.

O Ministério das Cidades suspendeu o repasse de verbas federais para as obras do sistema Corumbá IV, que fica entre o Distrito Federal e Goiás e deveria reforçar o abastecimento de água na região. Segundo a pasta, uma auditoria apontou supostas irregularidades nos contratos. Com isso, a obra deixa de ter uma data prevista para a conclusão.

Um relatório do Ministério da Transparência apresentado em agosto apontou uma série de suspeitas – direcionamento da licitação, aumento da quantidade de equipamentos comprados sem justificativa e com alto valor. O prejuízo apurado já atinge R$ 1 milhão, mas pode alcançar R$ 6 milhões segundo estimativa da União.

O empreendimento começou em 2008 e é feito em parceria pelos governos de GO e DF. A Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) é responsável pelas estruturas que vão captar a água da usina hidrelétrica Corumbá IV, em Luziânia (GO), e levar até a cidade de Valparaíso (GO), no Entorno do DF.

Lá, a Companhia de Água, Esgoto e Saneamento do DF (Caesb) deverá construir dois reservatórios e uma estação de tratamento de água, para que a água seja enviada às regiões de Santa Maria, Gama e Recanto das Emas, no DF, além de cidades do Entorno. Essa etapa continua em andamento, mas a parte relacionada à Saneago parou.

Obra começou em 2008, e tinha previsão inicial de término em 2010. Com a suspensão das verbas, não existe mais data prevista para que a água comece a ser captada

À TV Globo, a Saneago informou que ainda precisa comprar “equipamentos fundamentais” – linhas de transmissão de energia, uma subestação elétrica e outras máquinas – para colocar o sistema em funcionamento. Segundo a empresa, 60% dos trabalhos já foram concluídos.

Em nota, a companhia afirmou que essas compras dependem de um longo processo burocrático, e disse que a suspensão das verbas seria “culpa” do governo federal. Sobre as irregularidades, a Saneago diz que já prestou esclarecimentos e aguarda análise da União para retomar as obras.

Preocupação

Quando entrar em funcionamento, o novo sistema poderá abastecer 600 mil moradores das regiões próximas. Hoje, essa população é atendida pelo reservatório do Descoberto, que atingiu o menor nível histórico neste ano. Nesta quarta (30), a barragem operava com 22.08% da capacidade total, ligeiramente acima do nível crítico de 20%.

O presidente da Caesb, Maurício Luduvice, diz estar “preocupado” com a paralisação das obras de responsabilidade da Saneago. Quando as obras começaram, há nove anos, a expectativa era de iniciar a captação de águas em 2010.
“[A conclusão das obras] vai depender de quando esse problema que a Saneago está enfrentando, no momento, seja resolvido. Nossa expectativa é que seja o quanto antes. […] O projeto é um projeto integrado, nos temos que cumprir a nossa parte e eles também. Senão, a agua não vai chegar até a estação de tratamento de água”, diz.

Fonte: G1

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