NOTÍCIAS

G7 bate recorde de subsídios a combustíveis fósseis e falha na meta climática para 2025, aponta relatório

G7 bate recorde de subsídios a combustíveis fósseis e falha na meta climática para 2025, aponta relatório

Relatório do Greenpeace revela que as nações mais ricas do mundo aumentaram os incentivos fiscais ao petróleo, gás e carvão em vez de reduzi-los, contrariando seus próprios compromissos climáticos

Um novo relatório encomendado pelo Greenpeace mostra que o G7, grupo de nações industrializadas que inclui Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, ultrapassou as metas autoimpostas de redução das emissões de carbono até 2025, subsidiando em vez disso combustíveis fósseis prejudiciais ao clima em quantidades recordes.

Pelos dados – baseados em números do Fundo Monetário Internacional (FMI) –, o grupo, que havia prometido em 2016 que reduziria os subsídios para petróleo, gás e carvão até 2025, fez o contrário. Em 2023, os países pagaram 15% a mais para os produtores do setor, totalizando US$ 1,36 trilhões (aproximadamente R$ 7,8 trilhões na cotação atual).

A Itália foi o pior infrator em termos percentuais, aumentando seus subsídios em 166% no período de 2016 a 2023, e somando US$ 46 bilhões (R$ 266,1 bilhões), aponta a entidade. A Alemanha ficou em segundo lugar, aumentando em 49%, com um total de US$ 113,6 bilhões (R$ 657,2 bilhões). O Canadá, por sua vez, foi o único que registrou redução, de 11%, totalizando US$ 39 bilhões (R$ 225,6 bilhões).

A França doou US$ 44,1 bilhões (R$ 255,1 bilhões) em 2023, um aumento de 40% na comparação com 2026. Já o Reino Unido elevou seus subsídios para US$ 57,9 bilhões (R$ 334,9 bilhões) há dois anos, o que representa alta de 22%.

Em termos de valor, os Estados Unidos lideraram a lista (US$ 790 bilhões ou R$ 4,5 trilhões) em 2023, seguidos pelo Japão (US$ 269 bilhões ou R$ 1,5 trilhão).

“Os países do G7, algumas das nações mais ricas e poderosas da Terra, deram a si mesmos quase uma década para tomar medidas em direção à ‘eliminação’ dos subsídios aos combustíveis fósseis até 2025. Agora é 2025 – o ano começou com calamidades climáticas devastadoras – e eles não estão apenas perdendo essa meta; eles aumentaram os gastos públicos em combustíveis que destroem o clima”, apontou Virag Kaufer, líder do Programa Internacional Clima e Energia do Greenpeace, em comunicado.

Combustíveis fósseis

O relatório destaca ainda que o aumento dos preços da energia após a invasão russa da Ucrânia aumentou significativamente os subsídios para carvão, petróleo e gás na maioria dos países do G7. Na Alemanha, medidas como congelamento de preços de gás e eletricidade, menores taxas de IVA sobre gás e alívio de longo alcance para a indústria foram responsáveis por 38% do total no período analisado.

“A Alemanha não pode mais se dar ao luxo de desperdiçar bilhões em receitas fiscais para subsidiar carros de empresa e viagens aéreas. Precisamos desses fundos agora para modernizar o país de uma forma socialmente justa para todos”, argumentou Sophia van Vügt, especialista em energia da Greenpeace Alemanha.

“Com sua política de subsídios baseada em combustíveis fósseis, o governo alemão está criando incentivos falsos que são prejudiciais ao clima. A terceira maior economia do mundo estaria melhor aliviando o fardo das pessoas com um imposto climático socialmente escalonado em vez de financiar comportamentos prejudiciais ao clima com mais subsídios de energia.”

Kaufer complementou que, com o ano de 2025 “já trazendo danos recordes de incêndio nos EUA, outros desastres causados pelo clima e a mais recente onda de lucros multibilionários para corporações de combustíveis fósseis”, os governos precisam controlar os gastos públicos e desviá-los urgentemente dos incentivos ao petróleo, gás e carvão para uma transição justa e sustentável.

O Euronews procurou os países do G7 e só obteve resposta da Alemanha. Um porta-voz da nação europeia confirmou que o Governo Federal está comprometido em reduzir subsídios prejudiciais ao clima para atingir metas climáticas e liberar recursos financeiros para investimentos sustentáveis. Mecanismos foram identificados para isso, mas caberá ao vencedor da próxima eleição decidir como levar as coisas adiante.

Fonte: Um Só Planeta


ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

CATEGORIAS

Confira abaixo os principais artigos da semana

Abastecimento de Água

Análise de Água

Aquecimento global

Bacias Hidrográficas

Biochemie

Biocombustíveis

Bioenergia

Bioquímica

Caldeira

Desmineralização e Dessalinização

Dessalinização

Drenagem Urbana

E-book

Energia

Energias Renováveis

Equipamentos

Hidrografia / Hidrologia

Legislação

Material Hidráulico e Sistemas de Recalque

Meio Ambiente

Membranas Filtrantes

Metodologias de Análises

Microplásticos

Mineração

Mudanças climáticas

Osmose Reversa

Outros

Peneiramento

Projeto e Consultoria

Reciclagem

Recursos Hídricos

Resíduos Industriais

Resíduos Sólidos

Reúso de Água

Reúso de Efluentes

Saneamento

Sustentabilidade

Tecnologia

Tratamento de Água

Tratamento de Águas Residuais Tratamento de águas residuais

Tratamento de Chorume

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Esgoto

Tratamento de lixiviado

Zeólitas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS