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Número de cidades em seca extrema deve crescer e se aproximar de 300 em outubro, diz Cemaden

Número de cidades em seca extrema deve crescer e se aproximar de 300 em outubro, diz Cemaden

Pesquisadora que monitora as secas chama atenção para a duração da estiagem em algumas regiões; no Norte, cidades enfrentam a seca há 16 meses

O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) prevê que o número de municípios em situação de seca extrema no Brasil deve aumentar um terço e chegar perto de 300 este mês.

Segundo monitoramento do órgão federal, que integra o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), em setembro foram 216 cidades expostas à seca extrema, um total que deve se ampliar para 293 em outubro, um acréscimo de 35,64%.

As categorias de seca variam de fraca a excepcional, com base na intensidade e duração dos déficits de chuva, umidade do solo e saúde da vegetação. Quanto mais prolongada a seca, maiores os impactos acumulados.

O Índice Integrado de Secas para setembro indica que 1.133 municípios apresentaram condição de seca severa, com projeção de aumento para 1.177 em outubro. A seca extrema afeta 153 municípios no Sudeste, 30 no Centro-Oeste, 27 no Norte e seis no Nordeste do país, aponta o Cemaden. A Região Norte lidera em termos de área afetada.

Do Norte ao Sudeste, a seca teve início ainda no segundo semestre de 2023, com ciclo hidrológico anual caracterizado por chuvas abaixo da média.

A pesquisadora Ana Paula Cunha, que monitora as secas no Cemaden, chama atenção para a duração da estiagem. “A situação foi intensificada em decorrência de um período prolongado sem nenhum registro de chuvas”, explica. Em algumas regiões do Brasil, já são mais de cinco meses consecutivos sem chuva.

Apesar de a seca ter sido associada com a evolução do fenômeno El Niño, principalmente no segundo semestre de 2023, destaca-se que ainda são observadas anomalias de temperatura significativas no Oceano Atlântico Norte, condição que tem diminuído as chuvas na maior parte do Brasil nos últimos 12 meses.

De acordo com o monitoramento do Cemaden, diversos municípios nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste já enfrentam a seca há mais de um ano, com destaque para:

Amazonas

  • Barcelos (16 meses)
  • Santa Isabel do Rio Negro (16 meses)
  • Codajás (15 meses)
  • Maraã (15 meses)
  • Fonte Boa (15 meses)
  • Uarini (15 meses)
  • Ipixuna (14 meses)
  • Guajará (14 meses)

Acre

  • Porto Walter (14 meses)
  • Rodrigues Alves (14 meses)
  • Capixaba (14 meses)
  • Plácido de Castro (14 meses)
  • Mâncio Lima (13 meses)

Mato Grosso

  • Corumbiara (13 meses)
  • Chupinguaia (13 meses)
  • Castanheira (12 meses)
  • Rondolândia (12 meses)
  • Apiacás (12 meses)
  • Colniza (12 meses)

Minas Gerais

  • Capim Branco (12 meses)
  • Ipiaçu (12 meses)

Outros estados

  • Eldorado do Carajás – PA (16 meses)
  • Rorainópolis – RR (14 meses)
  • Cabixi – RO (13 meses)

Fonte: UM SÓ PLANETA


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