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Projeto inovador pode reduzir risco de Cedae enfrentar um novo ‘verão da geosmina’

Inea vai usar geobags para desviar esgoto do ponto de captação de água

 

cedae

A promessa do governo de investir aproximadamente R$ 700 milhões em melhorias na estação de tratamento de água do Guandu ficou no papel. Quase cinco meses após o auge da crise da geosmina – substância liberada por algas que fez a água da Cedae ficar com gosto e cheiro – o estado ainda não realizou nenhuma compra de peça de equipamentos para evitar outra crise.

A solução para evitar um novo “verão da geosmina” pode vir de um projeto inovador que irá desviar o curso do esgoto, como mostrou o repórter André Trigueiro no “RJTV 2ª Edição”.

Trata-se do projeto de construção de uma barragem que vai impedir a entrada de esgoto no guandu. O projeto original, orçado em R$ 92 milhões, seria feito pela Cedae. Mas um novo projeto do Inea reduziu custos e prazos de execução. A ideia é usar geobags, gigantescos recipientes de material sintético que serão preenchidos com areia do leito do Rio Guandu. As geobags foram compradas por administrações passadas e estavam guardadas, sem função, no Inea.


LEIA TAMBÉM: AMBIENTALISTAS ALERTAM PARA ESGOTO NO RIO GUANDU; AINDA EXISTEM ALGAS NA ÁREA DE CAPTAÇÃO.


Função das geobags no projeto

As geobags vão bloquear a passagem da água das lagoas que recebem os esgotos da Baixada Fluminense. Duas tubulações com diâmetro de 1,65m vão captar o esgoto das lagoas e levá-las por debaixo da terra por 300 metros até o trecho do Rio Guandu que fica logo depois do ponto de captação de água da Cedae.

– Toda poluição que eventualmente vier pelo Rio Cabuçu, em Queimados, ou pelo rios dos Poços e Ipiranga não vai entrar de forma alguma na captação do Guandu. Não vai se misturar com a água que vem do rio e entrar na estação – explica o diretor de recuperação ambiental do Inea, Armando Costa Vieira Junior.

Na prática, não haverá tratamento, apenas o deslocamento do esgoto rio abaixo. O projeto do Inea vai custar R$ 68 milhões de reais e será financiado com recursos do Fecan, o fundo estadual de conservação ambiental. O valor final é R$ 24 milhões menor do que o previsto no projeto da Cedae. A licitação sai até agosto e a obra vai levar nove meses para ficar pronta, ou seja, os resultados não serão vistos no próximo verão. A Cedae disse que vai investir R$ 700 milhões no sistema Guandu e quem esse ano, R$ 120 milhões de reais serão usados na modernização da estação de tratamento de água.

Fonte: O Globo.

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