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Pesquisa do Instituto Mexicano de Tecnología del Agua (IMTA) sobre o reúso de efluentes para consumo humano

O Sistema Municipal de Agua Potable y Alcantarillado de Guanajuato (Simapag), no México analisou a viabilidade de enviar os efluentes tratados da estação de tratamento de esgoto (ETE) Centro, até à represa de La Esperanza, e conectá-la com a represa de Soledad.

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Estação de tratamento de esgoto (ETE) Centro em Guanajuato. Imagem: iAgua

Esta ação visou aumentar o volume de água disponível para potabilização, bem como para garantir a água para a irrigação agrícola, energia, indústria, turismo e outras atividades econômicas e financeiras de forma sustentável.

Isto é tecnicamente viável se houver certeza da segurança da água, razão pela qual o SIMAPAG solicitou ao Instituto Mexicano de Tecnologia da Água (órgão público descentralizado que aborda os desafios nacionais e regionais associados à gestão da água) avaliar o risco de exposição dos contaminantes emergentes (CE) através de água potável, bem como identificar os CE presentes nos efluentes tratados.

Monitoramento da qualidade da água

A avaliação foi baseada em uma pesquisa aplicada entre os 500 moradores da cidade e um monitoramento da qualidade da água na estação de tratamento de água (ETA) e estação de tratamento de esgoto (ETE) para identificar parâmetros regulados na normativa mexicana, compostos orgânicos voláteis, compostos orgânicos semi-voláteis, fármacos, hormônios e produtos de cuidados pessoais.

No efluente da estação de tratamento de água, foram identificados 160 contaminantes emergentes, dos quais, exceto o mestranol (estrogênio esteroide sintético utilizado para fins contraceptivos), nenhum representa um risco imediato para a saúde. No entanto, os efeitos a médio e longo prazo são até agora desconhecidos, por isso é necessário otimizar os processos para cumprir integralmente a modificação da NOM-127-SSA1-1994 (norma oficial mexicana para uso e consumo da água) e implementar a filtração com carvão ativado para remover o contaminante emergente.

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Fonte: iAgua

No efluente da ETE foram detectados: hormônios (mestranol, estrona), fármacos (metformina, naproxeno, acetaminofeno), antibióticos (sulfametoxazol, trimetoprim), produtos de cuidados pessoais e produtos de consumo (Dietiltoluamida (DEET) composto químico utilizado como repelente de insetos, cafeína, Paraxantina ou 1,7-dimetilxantina (metabólitos ativos da cafeína), anfetaminas e drogas ilícitas). No entanto, dado que haverá um fator de diluição nas represas e após o tratamento na estação de tratamento de água, sugere-se a adição de um processo de remoção de fosfatos na ETE a fim de evitar a eutrofização (multiplicação de algas) das represas.

Fonte: iAgua, adaptado por Portal Tratamento de Água
Traduzido por Gheorge Patrick Iwaki

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