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Novo Nordisk produzirá insulina com captação de água da chuva

Novo Nordisk – Insulina

A implantação do sistema de captação e purificação de água de chuva para a produção de insulina demandou investimentos de R$ 13 milhões

Novo Nordski: A implantação do sistema de captação e purificação de água de chuva para a produção de insulina demandou investimentos de R$ 13 milhões

A Novo Nordisk inaugurou, no dia 18 de Janeiro, um sistema de captação e purificação de água de chuva para a produção de insulina na fábrica de Montes Claros, no Norte do Estado.

Com investimentos de cerca de R$ 13 milhões, o reservatório e a estação de tratamento com capacidade para 80 milhões de litros por ano permitirão que a unidade produtiva se torne a primeira indústria farmacêutica do Brasil a utilizar água captada e purificada dentro da própria empresa para produzir medicamentos.

O projeto começou a ser desenvolvido em 2021, levando em conta estudos da precipitação média de chuva dos últimos dez anos na região. A iniciativa envolveu não apenas o time de meio ambiente da companhia, como também ONGs, ambientalistas e entidades da região, como conta o diretor de Suporte à Produção da Novo Nordisk, Robison Morais.

“Não se trata de um projeto de meio ambiente apenas, mas de inovação e novas tecnologias. Os recursos empenhados pela Novo Nordisk são irrisórios perto do ROI (Retorno sobre Investimento), que poderá ser alcançado no longo prazo e, mais do que isso, do que o projeto representa em termos de valores caros para a companhia no que se refere ao equilíbrio máximo entre o balanço financeiro, o social e o ambiental”, afirma.

O sistema também vai proporcionar ganhos em relação à produção. Conforme Morais, a captação vai permitir uma economia de 40% na água fornecida pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) à fábrica. E será utilizada direta e indiretamente na produção da insulina, bem como no sistema de refrigeração e na irrigação das áreas verdes da unidade. Ele destaca que a água após receber o devido tratamento será utilizada, inclusive, na fórmula do medicamento.

“Seremos a primeira indústria farmacêutica do Brasil a usar a água da chuva diretamente na produção. Outras empresas utilizam em diferentes etapas do processo produtivo, mas de forma indireta. A iniciativa é importante também por aquilo que representa para a comunidade, já que o volume ‘economizado’ da Copasa representa quantidade suficiente para abastecer mais de 6 mil casas com quatro pessoas ao longo de um ano, volume que poderá ter outra destinação, principalmente em se tratando de uma região de escassez hídrica”, diz.

O pioneirismo também poderá ser replicado para outras unidades da Novo Nordisk, uma vez que já foi testado e aprovado pela companhia e por órgãos competentes, entre eles a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 


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Evento celebra Jornada ESG da fábrica de insulinas

No mesmo dia, aconteceu também o anúncio de outras ações de impacto positivo para o meio ambiente e comunidades da região, como a zero incineração de resíduos sólidos e o destino alternativo para o plástico utilizado na fabricação das canetas de aplicação da insulina. Os plásticos, por exemplo, estão sendo transformados em caixas d’águas também destinadas à captação de água da chuva, que são doadas às comunidades carentes e rurais, parques e associações.

“Será uma comemoração da nossa jornada ESG, com a celebração de projetos e iniciativas que têm nos levado rumo a nos tornarmos, de fato, uma empresa circular e com zero impacto ambiental. Como fábrica circular temos várias iniciativas que englobam a destinação correta dos resíduos, a diminuição da emissão de gases e também do consumo de água e energia”, destaca.

A Novo Nordisk não informa números relacionados ao volume de produção ou faturamento, mas a fábrica localizada em Montes Claros (MG) é uma das mais modernas do mundo. A unidade é responsável por 30% da insulina produzida mundialmente pela companhia e por 15% da insulina consumida no mundo.

Além disso, a empresa produz insulinas para 50 países, incluindo o Brasil e a operação nacional totaliza sozinha 25% de toda a exportação de medicamentos do Brasil. Inaugurada em 2007, a unidade conta atualmente com, aproximadamente, 1.300 pessoas.

Fonte: Diário do Comércio


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