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Governo e e BNDES lançam fundo de R$ 1 bi para minerais estratégicos para transição energética

Governo e BNDES lançam fundo de R$ 1 bi para minerais estratégicos para transição energética

Governo e e BNDES lançam fundo de R$ 1 bi para minerais estratégicos para transição energética

BNDES: Iniciativa vem na esteira de medidas do governo para aumentar produção de conteúdo local relacionado à transição, em especial baterias para veículos elétricos

RIO – O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram, nesta terça (27/2), a criação do Fundo de Investimento em participações (FIP) Minerais Estratégicos no Brasil. Que disponibiliza R$ 1 bilhão para projetos de exploração mineral que atendam a cadeia produtiva da transição energética e de fertilizantes.

O lançamento oficial do fundo está marcado para a próxima semana, durante o Prospectors & Developers Association of Canada (PDAC). Principal convenção de mineração e exploração mineral do mundo, em Toronto.

“Ao criar esse fundo, estamos viabilizando que empresas menores consigam acessar o mercado ao mesmo tempo que garantimos uma atividade mais sustentável”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD).

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O anúncio vem na esteira de iniciativas do governo para aumentar a produção de conteúdo local relacionado à transição, em especial baterias para veículos elétricos.

A eletrificação dos transportes, por exemplo, é uma das prioridades da nova política industrial. Pois estimula a cadeia produtiva de motores elétricos, baterias e minerais estratégicos.

Na semana passada, Silveira afirmou que projetos relacionados à produção de minerais críticos para a transição energética poderão emitir debêntures incentivadas. E que ainda este ano seria lançado o programa Mineração para a Energia Limpa.

O ministro lembra que o Brasil já é o maior produtor mundial de nióbio, o segundo maior de ferro, magnesita e tântalo, o terceiro de bauxita e o quarto maior em vanádio, além de ter a quinta maior reserva de lítio, com 1,2 milhão de toneladas.

“Com esse incentivo [do Fundo], iremos crescer ainda mais e nos tornar o maior fornecedor de minerais estratégicos do mundo”, destaca Silveira.

Para transição energética, o fundo irá considerar os seguintes minerais:

  • Cobalto;
  • Cobre;
  • Estanho;
  • Grafita;
  • Lítio;
  • Manganês;
  • Minério de terras raras;
  • Minérios do grupo da platina;
  • Molibdênio;
  • Nióbio;
  • Níquel;
  • Silício;
  • Tântalo;
  • Titânio;
  • Tungstênio;
  • Urânio;
  • Vanádio;
  • e zinco.

Já para a produção de fertilizantes, fosfato, potássio e remineralizadores, estão entre os minerais considerados estratégicos pelo fundo.

A expectativa é investir em 15 a 20 empresas júnior e de médio porte com projetos de pesquisa mineral, desenvolvimento e implantação de novas minas de minerais estratégicos no Brasil.

O BNDES irá aportar até R$ 250 milhões no FIP, com participação limitada a 25% do total, sendo esperados outros investidores nacionais e internacionais.

“A transição energética é uma prioridade do governo do presidente Lula. A iniciativa contribui para o aproveitamento do vasto potencial geológico brasileiro. Permitindo que o país se posicione como fornecedor de minerais estratégicos para atender à demanda mundial por tecnologias de energia limpa”, destaca o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

BNDES na rota dos ônibus elétricos

Recentemente, o BNDES enviou uma carta de intenções para financiar a construção da segunda unidade do projeto de produção de concentrado lítio da Sigma Lithium, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, orçada em US$ 100 milhões.

Segundo comunicado da companhia de lítio, o BNDES afirmou na carta que o financiamento de projetos para aumentar a capacidade de produção industrial de minerais críticos é uma das prioridades da estratégia de longo prazo do banco.

“A dívida do Banco de Desenvolvimento concedida pelo Brasil tem o potencial de melhorar significativamente nossa estrutura de capital devido à duração típica mais longa, taxas de juros significativamente mais baixas e períodos de carência”, disse Ana Cabral-Gardner, CEO da Sigma.

“Ter o BNDES como credor representa o apoio do governo do Brasil aos planos de expansão industrial da Sigma Lithium no Vale do Jequitinhonha”, completou a executiva.

Em entrevista ao Canal Livre, no início do mês, o presidente do BNDES citou a importância da Sigma no fornecimento futuro de lítio para o mercado doméstico de veículos elétricos, em especial os ônibus.

“Temos uma demanda muito forte de ônibus elétrico agora e nós estamos estimulando isso. Crescentemente gerar conteúdo nacional, e na retaguarda disso está o lítio. Como nós temos lítio, temos uma vantagem comparativa. Temos muita expertise em mineração. E temos a empresa Sigma e outras, empresas já listadas na Bolsa e de grande valor”, disse Mercadante.

Durante o lançamento do programa Nova Indústria Brasil, em janeiro, o presidente do BNDES também revelou que havia a possibilidade do banco ter participação acionária em empresas de minerais críticos, baterias e veículos elétricos.

“Temos R$ 8 bilhões de equity, que nós queremos investir em empresas. Crédito é namoro, equity é casamento. São setores muito importantes, por exemplo, esse segmento de minerais críticos fundamentais para o futuro de baterias e toda mobilidade elétrica”, disse Mercadante na ocasião.

Fonte: EPBR
Autor: Gabriel Chiappini
Data de publicação: 27 de fevereiro de 2024

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