NOTÍCIAS

Contra a geosmina, Cedae/RJ prevê agora construção de estações de tratamento por R$ 180 milhões

Há dois verões, moradores da Região Metropolitana reconhecem, pelo paladar e pelo olfato, a ausência de saneamento básico quando abrem as torneiras de casa.

A geosmina, composto orgânico que deixa a água com gosto e odor, prolifera em meio ao esgoto espalhado pelos principais rios que abastecem a Estação de Tratamento do Guandu, em Nova Iguaçu

A cada crise, um projeto milagroso é anunciado até aparecer o seguinte.

agua

Imagem ilustrativa

O mais recente divulgado pela Cedae é a construção de duas Unidades de Tratamento de Rios, barreiras que recolhem sedimentos tratados com produtos químicos, a um custo de R$ 180 milhões por um ano. Outra iniciativa partiu da prefeitura do Rio, que sancionou uma lei prevendo multa R$ 500 mil para a empresa que distribuir água de má qualidade aos cariocas.

A nova legislação ainda não tem data para ser implantada porque depende de regulamentação. Caberá ao município, por exemplo, definir qual órgão vai atestar que a água não atende a padrões como potabilidade e ausência de cheiro e odor. Uma vez que a lei cita como infrator o responsável pela distribuição, hoje duas empresas poderiam ser alvos de multa. Uma delas é a concessionária Aegea, que venceu o leilão para operar na Baixada e nas zonas Norte e Sul da capital. No outro lado, está a própria Cedae que ainda cuida da gestão da água na Barra da Tijuca e em Jacarepaguá pelo menos até fevereiro, quando a Iguá assume o serviço na região.


LEIA TAMBÉM: BAGAÇO DE CANA-DE-AÇÚCAR NANOMODIFICADO É CAPAZ DE ‘LIMPAR’ ÁGUA CONTAMINADA COM COBRE OU CRÔMIO


Em nota, a Aegea lembrou que a captação e o tratamento de água continuarão com a Cedae. A empresa diz que fará análises de água e acionará os orgãos reguladores se algum índice sair dos parâmetros. Também por nota, a Cedae disse que cumpre todas as obrigações legais e está aberta aos órgãos de fiscalização, além de divulgar relatórios sobre qualidade da água.

“Já há legislação que supre essa função fiscalizatória e uma nova lei parece retrabalho”, afirma, em texto, a estatal.

Bombeamento

As duas UTRs vão substituir o projeto de um dique, que teve edital lançado em abril e previa um custo de R$ 132 milhões. Este, por sua vez, assumiu o lugar da proposta de uma barragem com geobags (gigantescos recipientes de material sintético cheias de areia), que seria construída para impedir a entrada de esgoto no Rio Guandu. A Cedae diz ter desistido do dique — que, desde a primeira crise da geosmina, em janeiro de 2020, foi ressuscitado e suspenso duas vezes — devido a questionamentos feitos por especialistas e pelo Ministério Público do Rio, que encontrou inconsistências no Estudo de Impacto Ambiental.

Fonte: Extra.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS: ECOBARREIRA IMPEDE QUE TONELADAS DE LIXO CHEGUEM AO MAR

ÚLTIMAS NOTÍCIAS: MSA LANÇA CARTILHA PARA AUXILIAR PROFISSIONAIS DA INDÚSTRIA COM MELHORES PRÁTICAS PARA DEFINIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA PARA TRABALHO EM ALTURA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

CATEGORIAS

Confira abaixo os principais artigos da semana

Abastecimento de Água

Análise de Água

Aquecimento global

Bacias Hidrográficas

Biochemie

Biocombustíveis

Bioenergia

Bioquímica

Caldeira

Desmineralização e Dessalinização

Dessalinização

Drenagem Urbana

E-book

Energia

Energias Renováveis

Equipamentos

Hidrografia / Hidrologia

Legislação

Material Hidráulico e Sistemas de Recalque

Meio Ambiente

Membranas Filtrantes

Metodologias de Análises

Microplásticos

Mineração

Mudanças climáticas

Osmose Reversa

Outros

Peneiramento

Projeto e Consultoria

Reciclagem

Recursos Hídricos

Resíduos Industriais

Resíduos Sólidos

Reúso de Água

Reúso de Efluentes

Saneamento

Sustentabilidade

Tecnologia

Tratamento de Água

Tratamento de Águas Residuais Tratamento de águas residuais

Tratamento de Chorume

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Esgoto

Tratamento de lixiviado

Zeólitas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS