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Geosmina de volta: Cedae paralisa atividades do Guandu para limpeza, e RJ pode ter falta de água

Publicado em 19/03/2021 às 10:51:15

Segundo a companhia, o abastecimento pode sofrer impactos e levar até 48 horas para ser normalizado, sobretudo em ‘áreas de ponta do sistema e regiões elevadas’

 

cedae

Imagem Ilustrativa

A Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio (Cedae) anunciou a realização de uma manobra preventiva na Estação de Tratamento de Água do Guandu (ETA Guandu) para renovar a água da lagoa próxima à captação dessa estação. Segundo a companhia, o objetivo da ação é evitar o aumento das algas responsáveis pela concentração de geosmina, que vem crescendo nos últimos dias.

Por conta da operação, que abrirá as comportas para o escoamento da água em maior volume e velocidade, as atividades da ETA Guandu serão interrompidas até as 5h de sexta-feira (19). Ainda de acordo com a Cedae, o abastecimento corre o risco de sofrer impactos e pode levar até 48 horas para ser normalizado, sobretudo em “áreas de ponta do sistema (extremidade das redes) e em regiões elevadas”.


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ETA Guandu

A ETA Guandu é responsável pelo abastecimento de 80% da água da capital do estado. Com a paralisação da estação de tratamento, a população que reside no município corre o risco de ficar sem água, principalmente a parcela que não possui um sistema de reserva de água, como cisterna ou caixa d’água. Para esses clientes que não possuem o sistema de reserva, a companhia pede que “usem a água de forma equilibrada e adiem tarefas não essenciais que demandem grande consumo”.

Além das medidas para reduzir a concentração de geosmina na água, como a aplicação de carvão ativado, a Cedae iniciará o bombeamento de água do Rio Guandu diretamente para a lagoa, aumentando a entrada de água e, consequentemente, sua renovação. A instalação da bomba está prevista para ser feita dentro de dez dias.

Segundo a companhia, três fatores levam à reprodução de algas nos mananciais: água parada, presença de nutrientes e luz solar. A Cedae informa ainda que esse fenômeno ocorre com maior frequência no verão, o que demanda medidas preventivas para manutenção da qualidade da água que sai das estações de tratamento.

Fonte: Globo.


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