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Empresa produz adubo orgânico a partir de biomassa

Um projeto permitirá a produção em larga escala de fertilizante de alto padrão para o agricultura e o agronegócio. Instalada na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Federal de Viçosa (UFV), a Ecosoluções Assessoria e Consultoria em Desenvolvimento Sustentável desenvolveu reatores que decompõem biomassa e terão capacidade de produzir até 3 toneladas de nutrientes por hora.

De acordo com o gestor ambiental e técnico em modelagem de equipamentos agroindustriais da Ecosoluções, Fábio Val, o adubo é semelhante à terra preta de índio (TPI), de alta fertilidade. O processo é baseado na pirólise, que significa uma reação de decomposição pela ação de altas temperaturas em um ambiente com pouco ou nenhum oxigênio. O produto resultante é um condicionador de solo que atua na retenção de água e de nutrientes e na recuperação de terrenos pobres.

Atualmente, são produzidos 300 kg de fertilizante a cada 40 minutos, chegando a 2,7 toneladas por dia. A principal destinação do produto será a lavoura de soja e milho, podendo atender também à agricultura familiar. A soja ocupa 48,45% da produção de grãos, seguida do milho com 39%, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O país importa mais de 21 milhões de toneladas de fertilizantes, número bem maior que a produção nacional de 10 milhões de toneladas, conforme dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

A produção de terra preta a partir de biomassa é um antigo sonho dos pesquisadores. A inovação pode solucionar simultaneamente dois problemas da agricultura e do meio ambiente: o alto valor investido na importação de fertilizantes e a contaminação dos solos, lençóis freáticos e atmosfera pelo gás metano e por outros materiais.

De acordo com a Caracterização Nacional de Resíduos, os orgânicos correspondem a mais de 50% do total de resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil. Menos de 2% são destinados à compostagem. O empreendimento teve início em março e deve ser concluído até o fim do ano, quando as máquinas poderão operar a pleno vapor.

O projeto foi financiado pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), recebendo aporte de R$ 790 mil. Seu desenvolvimento foi realizado em conjunto com a Finep (Financiadora de Estudos e projetos) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Fonte: Biomassa e Energia

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