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Dengue: número de mortes aumenta no Brasil e ABES-SP reforça importância de campanhas de esclarecimento à população

Segundo o Ministério da Saúde, 1.016 pessoas morreram em 2022 em decorrência da doença

De acordo com o Ministério da Saúde, 1.016 pessoas morreram em 2022 em decorrência da doença. Além disso, existem 109 mortes em investigação, com suspeita de dengue.

Os dados são alarmantes porque o número é o maior do século, ficando atrás apenas dos dados de 1980, quando a doença se tornou uma epidemia no Brasil pela primeira vez.

O número de mortes por dengue aumentou no Brasil no último ano. Diante deste cenário, a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Seção São Paulo (ABES-SP) reforça a importância da realização de campanhas sobre o tema.

De acordo com o Ministério da Saúde, 1.016 pessoas morreram em 2022 em decorrência da doença. Além disso, existem 109 mortes em investigação, com suspeita de dengue.

Os dados são alarmantes porque o número é o maior do século, ficando atrás apenas dos dados de 1980, quando a doença se tornou uma epidemia no Brasil pela primeira vez.

Além disso, em 2022, foram mais de 1,4 milhão de casos prováveis, o que representa um aumento de 162,5% na comparação com 2021.

“O saneamento tem apresentado avanços significativos em suas quatro áreas – água, esgoto, drenagem e resíduos -, que evitam a ocorrência de águas paradas, melhorando a qualidade sanitária para à população. Saneamento é saúde pública preventiva”, ressalta o presidente da ABES-SP, Luiz Pladevall.

É importante também que a população redobre os cuidados. Nos últimos anos, as campanhas de saúde e a atenção das pessoas concentraram-se na urgência da pandemia de covid-19. Agora, é necessário ampliar também as campanhas de esclarecimento sobre a dengue à sociedade, que pode cooperar com medidas sanitárias para combater e eliminar o mosquito Aedes aegypti.

O Aedes aegypti se prolifera ao depositar seus ovos em locais com água parada, como pneus, garrafas, vasos de plantas, bebedouros e caixas d’água. Ele não se reproduz apenas em água limpa, pois se adaptou ao ambiente urbano, à poluição da água e a recipientes artificiais. Por isso, o recomendado é não deixar água parada em nenhum local – limpa ou suja.


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Além disso, com o período de chuvas, temos mais focos de água parada em quintais e terrenos baldios. Também é importante contribuir com a conscientização coletiva de inspeção de focos de proliferação em casas e locais públicos.

Apenas em Rondônia, segundo a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), foram 1.654 casos de dengue confirmados em 2021, enquanto no ano de 2022 foram 12.432 positivados. Ou seja, um aumento de 652%.

“O saneamento tem papel relevante para a redução de casos de dengue. Deficiências como a falta d’água ou abastecimento intermitente, com a população utilizando para armazenar água caixas d’água, bombonas, baldes, potes e barris sem tampa ou mal tampados, e a falta de coleta de resíduos e entulhos na rua são potenciais reservatórios para o mosquito Aedes aegypti, podendo nessas áreas haver aumento de casos de dengue. A responsabilidade é de todos e a população deve ficar atenta aos cuidados básicos e preventivos de saúde”, frisa Roseane Garcia, coordenadora da Câmara Técnica de Saúde Ambiental da ABES-SP. 

Casos de zika e chikungunya também preocupam

Embora os dados relacionados à dengue sejam preocupantes, há um alerta aceso para o número de casos e mortes por zika e Chikungunya, também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil foram registrados 76 mil casos de chikungunya apenas até maio de 2022. Uma alta de 75%. Por sua vez, foram mais de 3 mil casos de zika, um aumento de 70%.

Fonte: ABES-SP


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