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Crise das criptomoedas pode ser boa para o clima, entenda o por quê

Crise das criptomoedas pode ser boa para o clima, entenda o por quê –  Pesquisador britânico defende que “o colapso das criptomoedas será uma benção para todos”

Apesar da aflição recente dos investidores de criptomoedas com a derrocada no preço dos ativos, Peter Howson, professor Sênior em Desenvolvimento Internacional na Northumbria University, da Inglaterra, defende que o atual colapso das criptos pode ter um reflexo positivo ao menos para o meio ambiente

Crise das criptomoedas

Imagem ilustrativa do Canva (Crise das criptomoedas pode ser boa para o clima, entenda o por quê)

Nos últimos meses, criptomoedas como Bitcoin e Ethereum sofreram uma queda de mais de 55%. Um efeito secundário desse movimento, diz Howson, pode ser a redução do número de “mineradores” de criptomoedas.

No universo blockchain, minerar refere-se ao mecanismo de criação das moedas digitais que, para o cientista, pode ser pensado como “uma maneira controlada de desperdiçar energia“.

O grande problema ambiental gerado na mineração das criptos é, além do alto gasto energético, a origem da energia usada no processo – a maior parte vem de combustíveis fósseis, dos quais o carvão é um dos principais. Quanto maior o preço da criptomoeda, por tanto, mais pessoas interessadas na mineração devem trabalhar para produzir os criptoativos.


 

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Em artigo no The Conversation, o pesquisador destaca que juntas, Bitcoin, Ethereum e Dogecoin, usam cerca de 300 terawatts-hora (TW/h) de eletricidade por ano.

Só o Bitcoin tem uma pegada de carbono anual de aproximadamente 114 milhões de toneladas. Em termos de comparação, o valor seria similiar ao de 380 mil lançamentos de foguetes espaciais, ou à pegada de carbono total produzida pela República Tcheca em um ano.

De acordo com o professor, as quedas temporárias no valor do Bitcoin não chegam a alterar significativamente o uso de energia para mineração dos criptoativos. Porém, se o mercado estagnar por tempo suficiente, pode haver uma queda considerável no número de mineradores.

Os mineradores com os custos mais altos provavelmente venderão suas participações em Bitcoin à medida que a lucratividade cai, criando ainda mais pressão de venda no mercado. Isso, num efeito dominó, pode fazer com que os preços das criptomoedas e as emissões de carbono da rede caiam.

Howson finaliza dizendo que, para o clima global e para uma economia estável, “o colapso das criptomoedas será uma benção para todos”.

Fonte: Época Negócios


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