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Chuva interrompe queda do nível de reservatórios de água de SP

Chuva interrompe queda do nível de reservatórios de água de SP

“Volume útil” permanece em 24,6%; plano de contingência do Estado está com redução de pressão por 10 horas ao dia

O “volume útil” dos reservatórios de água que abastecem a região metropolitana de São Paulo permanece em 24,6% nesta 3ª feira (9.dez.2025), depois de chuva no dia anterior. Apesar disso, a redução do nível do sistema integrado tem sido constante e acende alertas entre autoridades do Estado.

Em 24 de outubro, quando a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) lançou um plano de contingência para reduzir o consumo, o nível do “volume útil” do SIM (Sistema Integrado Metropolitano) estava em 28,7%.

Desde o lançamento do plano, a medida de contingência continua na “faixa 3”. Nesse status, a Sabesp, empresa de abastecimento privatizada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em julho de 2024, reduz a pressão da água por 10 horas ao dia. A elevação para 12 horas vai ser adotada se o nível do sistema integrado ficar abaixo de 22,8%.

O “volume útil” é a diferença entre o volume total e o “volume morto”, que fica abaixo do ponto de captação normal e de onde a água só pode ser retirada por bombeamento. A escassez atual é causada por falta de chuva.

As faixas do plano de contingência de São Paulo não são fixas. Elas são alteradas a partir de uma avaliação geral do comportamento do sistema integrado. Eis os atuais limites:

  • Faixa 1 (abaixo de 34,7%) – Revisão das transposições de bacia e reforço das campanhas de uso consciente da água;
  • Faixa 2 (abaixo de 28,7%) – Redução da pressão na rede de abastecimento por 8 horas noturnas;
  • Faixa 3 (abaixo de 22,7%) – Redução de pressão por 10 horas;
  • Faixa 4 (abaixo de 16,7%) – Redução de pressão por 12 horas;
  • Faixa 5 (abaixo de 6,7%) – Redução de pressão por 14 horas;
  • Faixa 6 (abaixo de –3,3%) – Redução de pressão por 16 horas, instalação de bombas para captar o “volume morto” e ligações emergenciais em hospitais, clínicas de hemodiálise, presídios e postos de bombeiros;
  • Faixa 7 (abaixo de -3,3%) – Rodízio no abastecimento.

A troca de faixa –com aumento do tempo de redução da pressão– só é feita quando o nível se mantém abaixo do limite por 7 dias consecutivos. Para relaxar a medida e voltar a uma faixa anterior, com a diminuição mais branda do tempo de redução de pressão, é preciso que o nível se mantenha acima do limite 14 dias consecutivos.

Quando o plano de contingência foi adotado, o Sistema Cantareira –principal fonte de água da região metropolitana de São Paulo, que abastece 9 milhões de pessoas–, já tinha atingido seu menor nível em 9 anos, operando com 24,2% de seu “volume útil”. O nível agora está em 19,7%.

Fonte: Poder 360


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