NOTÍCIAS

Aos 70 anos, a CBA acelera investimentos em reciclagem e energia limpa

Empresa tem meta de reduzir em 40% as emissões até 2030 — e planeja ampliar capacidade de reciclagem em 65 mil toneladas por ano

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) completa 70 anos em 2025 preservando a essência da estratégia adotada na sua origem e que a fez chegar até aqui: a produção integrada — da mineração da bauxita à produção do alumínio e reciclagem do metal, e o olhar de longo prazo, com a aposta agora na transição energética.

Referência global na oferta de alumínio de baixo carbono, a empresa está 3,9 vezes abaixo da média mundial em emissões na etapa de eletrólise, que produz o alumínio líquido para depois moldá-lo em produtos primários ou transformados.

Segundo o CEO, Luciano Alves, essa estrutura vertical é um diferencial competitivo e permite o controle sobre todas as etapas da cadeia.

“A produção integrada oferece maior resiliência à companhia para enfrentar as flutuações e as dinâmicas do mercado”, afirma.

O modelo de negócio a que Alves se refere inclui a autossuficiência em energia, um dos principais insumos da indústria do alumínio, e na produção de bauxita e alumina, matérias-primas essenciais para a fabricação do metal. No caso da CBA, a energia utilizada é 100% renovável e rastreável, proveniente de 15 hidrelétricas próprias e seis usinas em consórcio, totalizando 1.462,7 MW de capacidade instalada.

O portfólio ainda inclui dois parques eólicos com capacidade instalada de 168,2 MW de propriedade da empresa, que integram os complexos Ventos do Piauí I e II, da Auren Energia.

“Recentemente, anunciamos acordos com a Casa dos Ventos e com a Auren para ampliação da capacidade instalada de geração própria de energia eólica, totalizando 464 MW”, ressalta Alves.

Sustentabilidade como vetor de competitividade

A transição energética tem um papel central no futuro da indústria do alumínio. Por um lado, pode suportar um aumento da demanda pelo metal, que é parte da solução de descarbonização de muitas outras indústrias. Por outro lado, a própria indústria do alumínio deve oferecer sua própria contribuição para a redução das emissões globais.

“O alumínio é considerado um metal estratégico e essencial para a transição energética e descarbonização, sendo o único metal reciclável infinitas vezes sem perder suas propriedades de origem, o que o torna um dos materiais mais versáteis e sustentáveis do planeta”, complementa Alves.

Para crescer e se manter competitiva, surfando as ondas dos próximos anos, a CBA atualizou em 2024 o plano de investimentos para os próximos anos, que soma R$ 2,3 bilhões destinados, dentre outras iniciativas, à modernização gradual da tecnologia das Salas Fornos, a instalação de novos equipamentos para aumentar a produção de folhas finas e extrafinas, e a ampliação da capacidade de captação e processamento de sucata, visando ampliar o volume de material reciclado na produção.

Os investimentos levam em consideração os aspectos ESG para a tomada de decisão, por exemplo, aqueles ligados à meta de redução de 40% das emissões de carbono até 2030, da mineração à fundição.

“Já reduzimos 33% desde 2019, com os investimentos realizados em reciclagem, o uso de biocombustíveis em substituição ao óleo e ao gás natural nas caldeiras da Refinaria e à modernização da tecnologia das Salas Fornos”, diz Alves.

A companhia também mira a circularidade para alcançar seus objetivos de longo prazo e em sustentabilidade. Estão previstos mais R$ 310 milhões em iniciativas voltadas para a ampliação do consumo de sucata na produção, além do desenvolvimento da cadeia de reciclagem. Com início progressivo e até 2029, as iniciativas visam aumentar em 65 mil toneladas a capacidade de reciclagem da Companhia.

Nos últimos anos, a CBA já investiu R$ 243 milhões na instalação de uma linha de tratamento de sucata na Metalex — uma de suas marcas responsáveis por reciclagem —, que permitirá ampliar o volume de material reciclado na produção de tarugos de 60% para 80%, e em um forno Sidewell, que expandiu a capacidade de produção de 75 mil para 90 mil toneladas/ano.

Nos últimos dois anos a CBA também inaugurou dois Centros de Processamento e Reciclagem, sendo um em Araçariguama e outro em São José do Rio Preto (SP).

Um dos projetos mais inovadores da CBA em reciclagem é o ReAl, tecnologia que permite separar o alumínio do plástico presente nas embalagens multimateriais. Com isso, o alumínio contido na embalagem é reciclado, além de segregar a camada de polímero, que pode ser enviada para recicladores de plástico reutilizarem em seus processos. Outra vantagem que o projeto irá proporcionar é a geração de hidrogênio, gás com alta capacidade para gerar energia e que pode ser reutilizado para abastecer a própria planta produtiva, substituindo o uso de combustíveis em etapas de combustão, realizadas, por exemplo, em caldeiras e fornos calcinadores.

Ao completar 70 anos, a CBA segue fiel ao seu modelo de negócio bem-sucedido. Com uma estrutura integrada que continua sendo seu diferencial, a Companhia aposta em inovação, reciclagem e energia limpa para seguir relevante em um setor cada vez mais concorrido.

Os investimentos em tecnologia, circularidade e descarbonização mostram que, mais do que acompanhar a transição energética, a CBA quer fazer parte ativa dessa transformação — e já tem dado passos concretos nessa direção.

Fonte: exame.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

CATEGORIAS

Confira abaixo os principais artigos da semana

Abastecimento de Água

Análise de Água

Aquecimento global

Bacias Hidrográficas

Biochemie

Biocombustíveis

Bioenergia

Bioquímica

Caldeira

Desmineralização e Dessalinização

Dessalinização

Drenagem Urbana

E-book

Energia

Energias Renováveis

Equipamentos

Hidrografia / Hidrologia

Legislação

Material Hidráulico e Sistemas de Recalque

Meio Ambiente

Membranas Filtrantes

Metodologias de Análises

Microplásticos

Mineração

Mudanças climáticas

Osmose Reversa

Outros

Peneiramento

Projeto e Consultoria

Reciclagem

Recursos Hídricos

Resíduos Industriais

Resíduos Sólidos

Reúso de Água

Reúso de Efluentes

Saneamento

Sustentabilidade

Tecnologia

Tratamento de Água

Tratamento de Águas Residuais Tratamento de águas residuais

Tratamento de Chorume

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Esgoto

Tratamento de lixiviado

Zeólitas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS