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Açude de Boqueirão atinge 5%, mas água continua potável, diz Cagepa

Cagepa está fazendo análises semanais da água do açude Epitácio Pessoa.
Companhia tem reforçado o tratamento para garantir potabilidade.

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O açude Epitácio Pessoa, conhecido como açude de Boqueirão, no Cariri paraibano, baixou de volume atingiu a marca de 5% da capacidade total, nesta sexta-feira (16). Os dados foram divulgados pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). Apesar deste ser o menor nível da história do açude, a Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa) garante que a água ainda está própria para o consumo humano.

Segundo os dados da Aesa, o açude de Boqueirão tem capacidade para armazenar 411.686.287 metros cúbicos de água, mas, nesta sexta-feira está com apenas 20.712.520. Sem novas resoluções da Agência Nacional das Águas (ANA) para limitar o uso da água em percentuais, a Cagepa pode usar a água do açude enquanto ela for própria para o consumo.

A última resolução de número 960 dizia que o açude poderia ser usado até atingir 4,8%. O nível fez a Cagepa usar um sistema elétrico de captação flutuante para retirar a água do açude, pois o sistema que funcionava por meio de gravidade perdeu a eficácia. Ainda por conta do baixo nível de água, Campina Grande e outras 18 cidades do Agreste da paraibano estão há dois anos em racionamento.

O gerente regional da Cagepa, Ronaldo Menezes, disse que a companhia tem feito constantes análises da água e garantiu que ela está própria para o consumo. “As coletas para análise são feitas semanalmente, mas os resultados demoram cerca de 10 a 15 dias para serem divulgados. O último resultado consolidado que nós temos é de 30 de novembro, que já foi encaminhado para a ANA”, disse ele.

As análises são feitas para localizar cianobactérias e as cianotoxinas que são liberadas por elas. Entres as substâncias estão a Microcistina, Saxitoxina, Cilindrospermopisinas.

Resultado da análise

Pelos padrões de potabilidade estabelecidos pela portaria 2914/2011 da Ministério da Saúde a concentração máxima permitida para Microcistina é de 1 ug/l de água, mas o resultado do exame mostra que, com o tratamento, o percentual caiu de 0,3 ug/l (água retirada direto do açude) para 0,1 ug/l (água após o tratamento).

Já a Saxitoxina, Cilindrospermopisinas foram zeradas após o tratamento feito a base de peróxido de hidrogênio. Os limites para estas substâncias são de 3 ug/l e 1 ug/l, respectivamente, mas quando a água foi retirada direto do açude, sem tratamento, os percentuais foram de 0,1 ug/l e 0,4 ug/l.

Fonte: G1

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